Plantas transgénicas podem ser benéficas para o ambiente

Estudo verifica vantagens

28 outubro 2002
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Um estudo norte-americano concluiu que as plantas geneticamente modificadas (GM) podem ser benéficas para o ambiente, já que reduzem a necessidade de lavrar a terra, diminuindo a erosão do solo.
 

 

O estudo, apresentado num simpósio mundial sobre alimentação em Des Moines (Iowa), foi realizado pelo Centro de Informação de Conservação Tecnológica (CTIC).
 

 

As sementes de soja e de algodão geneticamente modificadas estudadas pelo centro apresentavam uma maior tolerância aos herbicidas, diminuindo a necessidade de lavrar a terra e contribuindo para uma redução da poluição do ar e da água.
 

 

O estudo do CTIC, uma compilação de dados governamentais e da indústria, refere que a superfície de terras não lavradas aumentou 35 por cento desde que as sementes GM foram introduzidas, totalizando actualmente mais de 55 milhões de acres.
 

 

O CTIC é uma organização sem fins lucrativos que promove a conservação do solo e a qualidade da água. É financiada por fontes públicas e privadas, incluindo indústrias agrícolas, fundações e agências governamentais.
 

 

Apesar de a intervenção da biotecnologia na agricultura encontrar forte resistência na Europa e Japão, um painel da Academia Nacional das Ciências norte-americana afirmou este ano que não existem provas de que as sementes GM no mercado tenham causado problemas ecológicos, sublinhando, contudo, que a monitorização sistemática é necessária para assegurar se são seguras.
 

 

Na semana passada, um outro estudo, da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou "improvável" que os alimentos GM actualmente no mercado apresentem qualquer risco para a saúde humana.
 

 

Prejuízos?
 

 

A OMS sublinha que, com base nos testes até agora realizados, "foi impossível demonstrar que o consumo de alimentos transgénicos tenha tido o menor efeito prejudicial para a saúde das populações nos países onde foram homologados".
 

 

Por outro lado, a OMS considera que os alimentos GM "poderão melhorar a segurança alimentar graças a uma melhor protecção das colheitas contra os animais nocivos e a seca, permitir a produção de vacinas e ter um valor nutricional mais elevado".
 

 

De acordo com um relatório divulgado em Janeiro pelo International Service for the Acquisition of Agri-Biotech Applications (ISAAA), a área cultivada com plantas geneticamente modificadas aumentou 20 por cento em 2001, uma tendência que se manterá em 2002, apesar da resistência dos consumidores de algumas zonas do globo, como a Europa.
 

 

Os agricultores plantaram cerca de 52 milhões de hectares de plantas geneticamente modificadas em 2001, mais 8 milhões que no ano anterior.
 

 

Para 2002, o relatório do ISAAA previa um crescimento de 10 por cento na superfície cultivada com plantas geneticamente modificadas.
 

 

Os EUA são claramente o país que lidera o processo (35 milhões de hectares de plantações GM em 2001) mas existem mais doze onde já se cultivam transgénicos: Argentina (11,7 milhões), Canadá (3,2 milhões), China, Bulgária, Austrália, África do Sul, Roménia, França, Espanha, Uruguai, México e Ucrânia.
 

 

Fonte: Lusa
 

 

 

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