Plantas naturais combatem insónias

Kava-kava e valeriana podem aliviar problemas de sono

08 outubro 2001
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Os problemas teimam em não lhe sair da cabeça, enquanto as horas «cavalgam» pela noite dentro. Se esta é uma boa descrição para o que passa durante as noites de insónia, fique a saber que as ervas kava-kava e valeriana podem ajudar a combater estas crises.
 

 

Segundo um pequeno estudo publicado no Phytotherapy Research, estas duas ervas, quando usadas separadamente, reduziram os níveis de stress e insónia, mas, em alguns casos, provocou efeitos secundários como sonhos intensos e tontura.
 

 

O estudo analisou um grupo de 24 voluntários, com problemas de insónia, provocados pelo stress aos quais foi administrado 120 miligramas diárias de kava-kava durante seis semanas.
 

 

Após duas semanas de tratamento, 19 pessoas (cinco abandonaram o estudo) receberam 600 mg de valeriana diariamente por outras seis semanas. Em média, os voluntários tinham insónia há mais de 15 anos. O investigador também mediu o tempo que os voluntários levavam para adormecer e o número de horas de sono, além de avaliar o humor durante o dia.
 

 

Em cada tratamento, 58 por cento dos voluntários não relataram efeitos secundários, mas 16 por cento tiveram sonhos intensos após a toma de valeriana e 12 por cento sofreram tontura com o uso da kava-kava. Na avaliação dos participantes, as duas ervas reduziram significativamente o stress geral e a insónia.
 

 

Tanto no início como no fim do estudo, os voluntários foram submetidos a exames de modo a que os níveis de stress fossem avaliados. Os pacientes que padeciam de insónia foram descritos e enquadrados em três tipos de stress: social - problemas no trabalho e nas relações sociais; pessoal - problemas emocionais e relacionamentos pessoais ou quotidiano – que envolve acontecimentos específicos.
 

 

«O estudo demonstrou que o kava-kava e a valeriana foram efectivos para aliviar o stress, bem como a insónia relacionada o stress», disse Wheatley, fundador do Grupo para a Pesquisa Psicofarmacológica, com sede em Londres.
 

 

No entanto, e segundo o investigador, mais testes serão necessários para atestar a segurança do uso , bem como os efeitos secundários provocados pelas duas ervas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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