Planta salicórnia poderá tornar-se alternativa ao sal

Estudo conduzido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

12 fevereiro 2018
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Uma investigadora desenvolveu um processo que permite retirar o cloreto de sódio da planta marinha salicórnia, tornando-a "mais saudável" e criando assim uma alternativa ao sal, noticiou a agência Lusa.
 
O projeto denominado Sal Verde foi desenvolvido por Marisa Ribeirinho, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no âmbito do seu doutoramento.
 
"Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os AVC (Acidentes Vasculares Cerebrais) são causados, na sua maioria, por excesso de cloreto de sódio [sal] no sangue, sendo esta a maior causa de morte a nível global", disse a responsável pelo projeto.
 
Até 2017, "registou-se na Europa uma percentagem de 27,5% de mortes por AVC", continuou a investigadora, que começou a trabalhar com a salicórnia (conhecida por sal verde ou espargo do mar, devido à semelhança aos espargos verdes) em 2013, quando a planta "não era muito conhecida em Portugal".
 
Em declarações à Lusa, Marisa Ribeirinho contou que o processo desenvolvido permite igualmente produzir a salicórnia durante todo o ano, contornando assim a questão produção sazonal da planta, que só está disponível no meio natural entre abril e setembro.
 
"A salicórnia, que tem propriedades medicinais já descritas - antitumoral, diurética e antioxidante - pode ser utilizada como condimento, devido ao seu sabor muito peculiar, que se assemelha a maresia", referiu.
 
Com o Sal Verde, a equipa participou no BIOTECH_agrifood INNOVATION, um programa de pré-aceleração criado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto (ESB-UCP), com o apoio da associação Portugal Foods e da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).
 
Este programa tem como objetivo selecionar ideias inovadoras para o setor agroalimentar e apoiar a sua transformação em projetos de negócio.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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