Plano Nacional de Luta contra a Dor apresentado hoje

Unidades de Dor em 75% dos hospitais até 2007

10 outubro 2001
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Considerada um dos maiores problemas de saúde pública, a dor, e especificamente a dor crónica, atinge cerca de metade da população portuguesa. Em Portugal, a Semana Europeia Contra a Dor é marcada pela apresentação do Plano Nacional de Luta contra a Dor, um projecto conjunto da Direcção Geral de Saúde e da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, numa cerimónia que contará com a presença do Ministro da Saúde.
 

 

Criar unidades de dor em 75 por cento dos hospitais portugueses até 2007 é o principal objectivo do Plano Nacional de Luta contra a Dor, que hoje é apresentado em Lisboa.
 

 

O projecto da responsabilidade da Direcção Geral de Saúde e da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), e recentemente aprovado pelo Ministério da Saúde, «vem demonstrar a existência de graves carências a nível da assistência hospitalar no âmbito da dor, já que apenas 16 por cento dos hospitais em Portugal possuem Unidades de Dor», revela José Castro Lopes, Presidente da APED.
 

 

Por outro lado o Plano Nacional de Luta contra a Dor prevê a criação de Unidades de Dor aguda em 3/4 dos hospitais onde se praticam intervenções cirúrgicas, como também inclui, segundo José Castro Lopes, «indicações sobre o modelo de organização das unidades de dor e da formação dos profissionais de saúde, bem como orientações para o controlo da dor crónica».
 

 

Dor crónica
 

 

A apresentação do Plano integra-se precisamente na Semana Europeia Contra a Dor (de 8 a 12 de Outubro), uma iniciativa da EFIC, uma federação europeia de associações congéneres da APED, que pretende chamar a atenção da população europeia para o «grave problema de saúde pública que a dor crónica representa nos seus países». Segundo José Castro Lopes, «estima-se que metade da população possa sofrer de dor Crónica».
 

 

Por outro lado, os custos económicos subjacentes das dores lombares (patologia dolorosa crónica mais frequente), sejam eles directos ou indirectos, ascendem, de acordo com o presidente da APED, aos 300 milhões de contos anuais só em Portugal.
 

 

José Castro Lopes também defende que «o controlo da dor surge como uma das condicionantes principais na qualidade de vida das populações, numa altura em que aumenta a esperança de vida da população europeia».
 

 

Apesar da dor ainda ser ainda considerada uma inevitabilidade, é possível cumprir este objectivo, já que cerca de 95 por cento dos casos de dor crónica podem ser controlados através das terapêuticas existentes actualmente.
 

 

A apresentação do Plano Nacional de Luta Contra a Dor decorre hoje no Parque das Nações e contará com a presença do Ministro da Saúde, Correia de Campos. Durante a cerimónia, Beatriz Craveiro Lopes, directora da Unidade de Dor do Hospital Garcia de Orta fará uma comunicação sobre os custos e os benefícios das Unidades de Dor.
 

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