Plano Estratégico Nacional de Prevenção e Controlo da Dor foi aprovado

Comunicado de imprensa da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor

20 dezembro 2013
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O Plano Estratégico Nacional de Prevenção e Controlo da Dor (PENPCDor) foi aprovado por despacho do Diretor-Geral da Saúde, refere o comunicado de imprensa enviado pela Associação Portuguesa para o Estudo da Dor

 

Este plano tem em consideração a subjetividade da dor, realça a Dor como 5º sinal vital, enfatiza o direito e dever ao controlo da dor e ao seu tratamento diferenciado. Os objetivos do PENPCDor englobam a redução da prevalência da dor não controlada na população portuguesa, melhorar a qualidade de vida dos doentes e racionalizar os recursos e os custos necessários para o controlo adequado da dor.

 

O comunicado refere ainda que como eixos de intervenção prioritários foram considerados a Dor em grupos específicos (na criança, no idoso e no doente crítico), a prevenção da dor crónica, a revisão e monitorização das orientações técnicas, a melhoria da organização das estruturas diferenciadas para o tratamento da dor e a formação dos profissionais

 

“A aprovação do PENPCDor representa a continuidade da aposta da Direcção-Geral da Saúde na prevenção e no tratamento da dor crónica em Portugal”, referiu Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor.

 

“Em Portugal, a dor crónica afeta 30 por cento da população, é uma das principais condicionantes da qualidade de vida e os custos da dor não tratada são elevadíssimos, por estes motivos, a sensibilização das autoridades governamentais é extremamente importante e representa um passo fundamental na promoção do acesso a estes cuidados de saúde”, acrescentou ainda o presidente da Associação.

 

A implementação do PENPCDor “far-se-á através da execução das ações prioritárias nele definidas, realizadas por equipas de trabalho, acompanhadas por um núcleo coordenador (em que a APED está representada) e por elementos da Direção-Geral da Saúde, tendo em vista a introdução e reforço da capacidade organizativa e de modelos de boas práticas na abordagem da dor”, refere o documento

 

A dor crónica é caracterizada como uma dor persistente ou recorrente, de duração igual ou superior a três meses, e/ou que persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem. A lombalgia crónica, a osteoartrose, as cefaleias e a artrite reumatóide são algumas das causas mais frequentes de dor crónica. Se a dor não for adequadamente tratada, a qualidade de vida das pessoas está gravemente afetada, podendo em muitos casos conduzir à incapacidade para o trabalho.

 

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