Plano de ação contra pneumonia e doenças diarreicas

Programa quer salvar dois milhões de crianças por ano

15 abril 2013
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF lançaram um novo plano de ação internacional contra a pneumonia e as doenças diarreicas, um programa que pretende salvar até dois milhões de crianças por ano.

 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o novo programa, denominado “Plano de Ação Integrado para a Prevenção e Controlo da Pneumonia e da Diarreia”, aposta numa maior integração de esforços para prevenir e tratar as duas doenças, bem como estabelecer metas ambiciosas para a redução das taxas de mortalidade e para o aumento dos níveis de acesso das crianças a tratamentos e a melhores condições de vida.
 

O plano da OMS e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) quer acabar com as mortes, capazes de serem prevenidas, associadas a estas duas doenças até 2025. A pneumonia e as doenças diarreicas são as principais causas de morte de crianças com menos de cinco anos a nível mundial, representando, em conjunto, 29% dos óbitos.
 

De acordo com dados oficiais, a pneumonia, a principal causa de mortalidade infantil, mata anualmente perto de 1,2 milhões de crianças com idades inferiores a cinco anos, mais do que a SIDA, malária e tuberculose juntas. Apesar de poderem ser prevenidas e tratáveis, as doenças diarreicas são a segunda causa de morte infantil na faixa etária com menos de cinco anos. Em termos globais, os registos apontam para perto de 1,7 mil milhões casos anuais.
 

As crianças que vivem em comunidades pobres ou remotas estão mais expostas aos riscos e as estatísticas revelam que muitas crianças estão a morrer destas doenças porque os programas de intervenção não estão a ser fornecidos de forma equitativa e equilibrada.
 

Por exemplo, a combinação entre uma boa alimentação e um ambiente limpo e um bom acesso aos serviços médicos, aos tratamentos adequados e a novas vacinas são elementos fundamentais para a proteção das crianças. No entanto, o grande problema reside no alcance destes elementos.
 

“Esta é uma questão de equidade. Crianças pobres de países de baixos rendimentos correm maior risco de morrer de pneumonia e de diarreia, mas têm menores probabilidades de receber as intervenções que precisam”, referiu o diretor-geral dos programas de saúde da UNICEF, Mickey Chopra.
 

Uma das metas deste novo plano é conseguir que 90% das crianças tenha acesso a antibióticos para a pneumonia e a sais de reidratação para diarreia, contra os atuais níveis que não ultrapassam os 31% e os 35%, respetivamente.
 

O plano também ambiciona que pelo menos metade das crianças com menos de seis meses de idade sejam exclusivamente amamentadas, bem como aspira que todas as crianças tenham acesso a melhores condições sanitárias e a água potável.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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