Placenta em gravidezes em idade tardia menos funcional em fetos masculinos

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

03 dezembro 2019
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Investigadores da Universidade de Cambridge revelam quais as consequências sobre o feto de uma gravidez em idade tardia, principalmente sobre os fetos masculinos.
 
Nos humanos, considera-se uma gravidez tardia após os 35 anos de idade e podem ocorrer alterações na placenta que levam a problemas como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional ou morte fetal.
 
Nestas gravidezes, os fetos masculinos e femininos não crescem tanto como em mães mais novas, mas existem diferenças entre os dois géneros.
 
Ao analisar a placenta de ratos fêmea grávidas, jovens e mais velhas, em correspondência com a idade humana, descobriu-se que em idade avançada a eficácia da placenta era reduzida em ambos os géneros dos fetos.
 
Porém, foi observado que, nos ratos fêmea de idade mais avançada, a placenta maximizou o potencial de crescimento dos fetos fêmea, por vezes até mais do que nos ratos fêmea mais jovens.
 
Contudo, a estrutura e função da placenta eram mais afetadas nos fetos masculinos, reduzindo a capacidade de suportar o crescimento do feto. A razão prende-se com, numa gravidez em idade avançada, o corpo da mulher ter de decidir como e quais os nutrientes a dividir com o feto.
 
Estudos anteriores dos mesmos investigadores tinham já descoberto que os filhos de ratos fêmea mães tardiamente mostravam, quando já jovens adultos, mau funcionamento cardíaco e pressão arterial elevada, principalmente os machos.
 
A má função da placenta descoberta neste novo estudo será a explicação para estes problemas encontrados mais tarde e explicará a diferença entre os dois géneros. 
 
Os investigadores sugerem que se considere o género do feto durante o acompanhamento das gravidezes tardias, de forma a se acompanhar também os riscos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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