Piolhos evoluíram com o Homem

Parasitas ajudam a explicar a evolução humana

12 outubro 2004
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  Apesar de provocarem muita comichão, os piolhos podem dar pistas sobre a evolução do homem moderno, a espécie a que pertencemos. A equipa, da Universidade de Utah, nos EUA, mostra como os piolhos evoluíram com os indivíduos que infestavam e como algumas espécies de hominídeos, já extintas, estiveram em contacto directo com os nossos antepassados, há cerca de 25 mil anos, pela transmissão destes parasitas. «O conhecimento mais longínquo que podemos obter do nosso passado está nos nossos parasitas», disse o antropólogo Alan Rogers, da Universidade de Utah, um dos autores do estudo publicado na revista «PLoS Biology». De facto, pode usar-se os parasitas para investigar a evolução histórica dos seus hospedeiros, uma vez que completam todo o ciclo de vida nesse corpo. O piolho está intimamente ligado ao seu hospedeiro, tanto ao nível ecológico como da evolução temporal, e só se transmite pelo contacto físico com outro hospedeiro, sublinharam os cientistas. A equipa analisou o aspecto físico e o material genético dos piolhos no homem moderno, de forma a construir a árvore genética dos parasitas. Estes dados permitiram perceber qual foi a evolução do piolho corporal, da espécie «Pediculus humanus», que poderá ser usado para inferir o que aconteceu com a evolução dos humanos. Os resultados indicam que os humanos modernos - «Homo sapiens sapiens» - eram susceptíveis a apanhar dois tipos de piolho geneticamente diferentes. Um dos tipos podia ser encontrado por todo o planeta, e evoluiu nos antepassados da nossa espécie. O outro tipo só existia na América, e terá evoluído noutra espécie de hominídeo, provavelmente o «Homo erectus», e depois passou para o «Homo sapiens». Porém, os cientistas especulam sobre a forma como foram propagados os parasitas. «Pode ter sido através de lutas, troca de roupas, actos de canibalismo ou mesmo por procriação», frisou o principal autor do estudo, David Reed, da Universidade da Florida, citado pela Reuters. Fonte: Público

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