Pílula uni-sexo

Parasita intestinal pode dar origem a contraceptivo

26 fevereiro 2003
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Um parasita intestinal pode servir de base para o desenvolvimento de uma nova espécie de pílula anticoncepcional para homens e mulheres. O parasita, encontrado em peixes, contém um composto químico que aparentemente torna os animais inférteis.
 

 

A substância interfere na produção de hormonas no organismo do peixe, ao ponto das fêmeas não produzirem óvulos e os machos não fabricarem espermatozóides.
 

 

Cientistas da Universidade de Keele, na Inglaterra, acreditam que esse composto pode dar origem a uma pílula mais eficaz do que as convencionais, que poderia ser usada por ambos os sexos.
 

 

O parasita, conhecido por Ligula instetinalis, é encontrado em peixes de água doce da família carpa. O composto químico inibe a produção de óvulos e espermatozóides interferindo nas funções da glândula pituitária, mais conhecida como hipófise. «Assim como os humanos, os peixes são vertebrados e, por isso, os seus sistemas endócrinos e reprodutivos funcionam de forma semelhante», explica Chris Arme, um dos responsáveis pelo estudo.
 

 

A substância funcionou da forma esperada em sapos. O próximo passo é conseguir isolar o composto químico para verificar se este também age da mesma maneira em mamíferos. «Acreditamos que o efeito da substância é reversível e, portanto, ela não causaria a infertilidade definitiva, podendo ser usada na fabricação de uma pílula», completou o cientista.
 

 

Os cientistas lembram, no entanto, que pode demorar alguns anos até que a pílula esteja disponível no mercado.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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