Pílula «do dia seguinte» usada por 140 mil portuguesas

APF apresenta valores referentes a 2002

07 julho 2003
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Em 2002 foram vendidas cerca de 140 mil pílulas «do dia seguinte» em Portugal. Estes valores são considerados preocupantes para alguns, mas para a Associação para o Planeamento da Família (APF) são números que ainda estão longe das necessidades reais das mulheres portuguesas, de acordo com a edição de sexta-feira do Diário de Notícias.
 

 

Em 2000, ano em que a pílula «do dia seguinte» começou a ser comercializada em Portugal foram vendidas cerca de 50 mil embalagens, um número que duplicou em 2001 e que no ano de 2002 atingiu as 138 mil embalagens.
 

«A APF receia haver mais abortos e gravidezes indesejadas que poderiam ser evitadas recorrendo à contracepção de emergência», sublinhou o director executivo da APF, Duarte Vilar.
 

 

«Provavelmente, somos dos países que menos utiliza a pílula “do dia seguinte”, porque é um produto recente», disse Duarte Vilar, que salientou que o seu uso «não deve ser transformado num ritual» devido aos efeitos secundários.
 

 

Os efeitos secundários relacionados com a sua toma são náuseas e vómitos, tonturas e cefaleias, dores abdominais, tensão mamária e aparecimento de hemorragias após a toma do comprimido e fadiga.
 

 

A pílula «do dia seguinte» pode ser tomada até 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contraceptivo. A sua posologia consiste na administração de dois comprimidos. O primeiro deve ser tomado o mais cedo possível depois da relação sexual desprotegida. O segundo deverá ser administrado entre 12 e 24 horas após a primeira toma.
 

 

Miguel Oliveira da Silva, ginecologista no Hospital de Santa Maria e professor na Faculdade de Medicina de Lisboa, sublinha que este valor é preocupante porque reflecte a existência de uma educação sexual ineficaz.
 

 

«Continuamos a ser o segundo país da Europa, a seguir à Inglaterra, com maior número de gravidezes na adolescência», refere Miguel Silva.
 

 

Ambos os médicos concordam que este método não encoraja comportamentos irresponsáveis devido aos seus efeitos secundários e ao elevado custo.
 

 

 

Fonte: Diario de Noticias
 

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