Pílula do dia seguinte relacionada a aumento de doenças sexualmente transmissíveis

Estudo publicado no “Journal of Health Economics”

07 fevereiro 2011
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A disponibilização generalizada de um método de contracepção de emergência, conhecido como pílula do dia seguinte, pode estar associada ao aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), revela um relatório realizado por especialistas da University of Nottingham, no Reino Unido, publicado no “Journal of Health Economics”.

 

Desde 2000 que o governo inglês tem vindo a incentivar a distribuição, de forma gratuita, de contracepção de emergência para adolescentes. Neste estudo, liderado pelos economistas David Paton e Sourafel Girma, professores da Nottingham Business School, foram estudados os efeitos da disponibilização gratuita dos anticoncepcionais de emergência nas farmácias sobre as taxas de concepção e diagnóstico de DST em adolescentes.

 

O estudo analisou todas as gravidezes na adolescência em dois sub-grupos, menores de 18 anos e menores de 16 anos, entre 1998 e 2004, utilizando dados do Instituto Nacional de Estatística. Para medir as DSTs, os investigadores usaram dados sobre o número de diagnósticos de DST das clínicas de medicina genito-urinária, fornecidos pelo Health Protection Agency.

 

Constatou-se que a disponibilização gratuita dos anticoncepcionais de emergência não teve qualquer efeito na redução das taxas de concepção na adolescência, apresentando, ao contrário, um pequeno aumento do número de gestações. Esta disponibilização foi até relacionada com um aumento de 5% das infecções sexualmente transmissíveis na faixa etária dos menores de 18 anos e um aumento de 12% nos menores de 16 anos.

 

Para os líderes da investigação, o estudo mostra que as intervenções do governo podem levar a consequências indesejadas. "O facto de os diagnósticos de DSTs terem aumentado nas áreas (geográficas) com sistemas de emergência de controlo da natalidade vai levanta questões sobre se estes regimes representam o melhor uso do dinheiro público", questionam os investigadores no artigo publicado no “Journal of Health Economics”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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