Pílula de “quarta geração” aumenta risco de coágulos

Estudos publicados no “British Medical Journal”

29 abril 2011
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As novas pílulas anticoncepcionais, denominadas de “quarta geração”, podem aumentar o risco de coágulos, em comparação com os contraceptivos orais mais antigos, aponta um conjunto de estudos publicados no “British Medical Journal”.

 

As mulheres que tomam pílulas que contêm drospirenona, um novo tipo de progesterona, apresentam entre o dobro e o triplo do risco de coágulos, em comparação com as mulheres que tomam pílulas com levonorgestrel.

 

Um dos dois novos estudos, realizado nos EUA, envolveu mulheres com idades entre os 15 e os 44 anos que tomavam a pílula contendo drospirenona ou levonorgestrel. Na investigação, os cientistas liderados por Susan Jock, da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston, compararam 186 mulheres que tinham sofrido um coágulo, com 681 que não tinham sofrido esse problema.

 

As que mulheres que tomaram a pílula de “quarta geração” apresentaram um risco 2,3 vezes maior de desenvolver um coágulo. O risco absoluto, no entanto, manteve-se mínimo, de 30,8 por cem mil entre as que tomavam drospirenona, contra 12,5 por cem mil entre as que tomaram levonorgestrel.

 

O outro estudo avaliou mulheres de idades semelhantes no Reino Unido e verificou um risco três vezes superior de coágulos entre as mulheres que tomaram a versão mais recente da pílula. Isso resultou em 23 por cem mil mulheres no grupo de drospirenona e 9,1 por cem mil no grupo de levonorgestrel. O risco absoluto por cem mil mulheres continua a ser baixo e também não ficou claro por que razão a drospirenona aumentava esse risco, apontaram os cientistas, em comunicado. Mesmo assim, os investigadores advertem que as mulheres com risco aumentado de coágulos, provavelmente, não devem tomar pílulas anticoncepcionais.

 

Um estudo recente também concluiu que as pílulas de “quarta geração” não conduziram a um maior risco de doença da vesícula biliar, que também tem sido causa de alguma preocupação. Esta pílula também parece contribuir para reduzir a retenção de líquidos e as pílulas de baixas dosagens estão aconselhadas a quem padece de transtorno disfórico pré-menstrual. No entanto, os dados destes novos estudos podem ajudar os especialistas na escolha do melhor método contraceptivo para as mulheres.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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