Pílula contraceptiva pode prolongar a vida

Estudo publicado no “British Medical Journal”

21 abril 2010
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As mulheres que tomaram a pílula nalgum momento da vida podem viver mais tempo do que as que nunca utilizaram esse método contraceptivo, sugere um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

O estudo, liderado por Philip Hannaford da University of Aberdeen, na Escócia, envolveu dados de mais de 46 mil mulheres acompanhadas pelo Serviço Nacional de Saúde britânico ao longo de 40 anos. No trabalho, foi comparado o número de mortes de mulheres que tomaram a pílula durante, pelo menos, quatro anos, com o de mulheres que nunca a tomaram.

 

Segundo os investigadores, as mulheres que tomaram a pílula apresentam uma probabilidade 38% menor de morrer de cancro nos intestinos e cerca de 12% menor de morrer de outras doenças (circulatórias, cardíacas e de vários cancros, nomeadamente dos intestinos e dos ovários e colo do útero).

 

Não são conhecidas as causas desta taxa de mortalidade mais baixa nas mulheres que tomam a pílula, mas os cientistas especulam que a supressão hormonal da ovulação induzida pela pílula consiga prevenir certas doenças (nomeadamente as do foro ginecológico).

 

No entanto, o estudo ressalva que o equilíbrio entre os riscos e os benefícios pode variar, dependendo dos padrões de utilização do contraceptivo oral e do histórico de risco de doenças de cada mulher.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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