Pílula anticoncepcional e seus efeitos protectores e de risco no desenvolvimento do Cancro

Trabalho publicado no “British Medical Journal”

12 setembro 2007
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O uso da pílula anticoncepcional pode diminuir o risco de cancro, segundo um estudo da University of Aberdeen, publicado pela revista especializada “British Medical Journal”.
 

 

Os investigadores analisaram dados de 46 mil pacientes recolhidos durante 36 anos por especialistas de Medicina Geral e Familiar. Os dados eram actualizados a cada seis meses, mesmo quando as pacientes mudavam de médico.
 

 

Os investigadores concluíram que o risco de desenvolver cancro era 12% mais baixo entre as mulheres que tomaram a pílula, sendo que, adianta o estudo, “a redução do risco de Cancro do Colorrectal, do Útero ou dos Ovários é estatisticamente significativa”.
 

 

Os dados sugerem que o efeito protector da pílula dura até 15 anos depois da paragem da medicação - geralmente o período em que a mulher se torna mais susceptível ao desenvolvimento de tumores.
 

 

Mas este mesmo estudo, liderado pelo professor Phillip Hannaford, também conclui que o uso do contraceptivo durante mais de oito anos consecutivos está associado a um aumento do risco de desenvolver patologias do foro oncológico.
 

 

As mulheres que usaram a pílula durante mais de oito anos - menos de um quarto das participantes do estudo - apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver Cancro, em particular o Cervical e do Sistema Nervoso Central. Mas as mesmas mulheres apresentaram um risco reduzido de desenvolver Cancro dos Ovários.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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