Piercings e as infecções bacterianas

Descobertas dois tipos de bactérias que provocam infecções após a colocação de brincos

09 agosto 2001
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Para quem já fez um piercing sabe, com certeza, que existem cuidados de higiene diária que devem ser escrupulosamente efectuados de modo a evitar as normais infecções. Mas agora cientistas norte-americanos descobriram dois tipos de bactérias que até ao momento nunca haviam sido associadas a infecções recorrentes do body-piercing.
 

 

Cientistas da Fundação da Clínica de Cleveland, EUA, detectaram dois tipos de bactérias em quatro adolescentes que colocaram os acessórios.
 

 

Na investigação publicada na edição de Julho da revista Clinical Infectious Diseases, o médico que acompanhou o processo, Gary W. Procop, apontou alguns cuidados básicos a ter em conta pelos profissionais do body-piercing: "Acho que estas ocorrências deveriam provocar a discussão sobre se os instrumentos de body piercing são esterilizados e limpos adequadamente antes de serem usados novamente.”
 

 

No artigo, os investigadores descrevem o caso de uma rapariga de 17 anos que desenvolveu uma infecção e inchaço na mama um ano após ter colocado um piercing no mamilo.
 

 

Os exames laboratoriais indicaram que a rapariga estava infectada com micobactéria, uma forma de bactéria resistente à desinfecção com água e sabão.
 

 

Este tipo de bactéria está mais frequentemente associado a agulhas reutilizadas em países subdesenvolvidos, destacou o investigador. "Do ponto de vista da saúde pública, gostaríamos de nos certificar de que as pessoas que colocam piercings possuem instrumentos esterilizados", disse o investigador.
 

 

Num outro artigo, médicos da Escola de Medicina da Universidade Georgetown, em Washington DC, descreveram três casos em adolescentes os quais foram infectados com uma bactéria anaeróbica após terem colocado um piercing no mamilo, nariz e umbigo.
 

 

Todos foram tratados com drogas antimicrobianas conhecidas pela sua eficácia contra bactérias anaeróbicas e não voltaram a ter recorrência da infecção.
 

 

A presença de bactérias anaeróbicas sugere que a superfície da pele não foi devidamente desinfectada, explicou o investigador.
 

 

Para evitar estes problemas, os especialistas aconselham todos os profissionais do body-piercing a esterilizar os instrumentos num autoclave -aparelho pressurizado e aquecido. A pele também deve ser desinfectada com algo como iodo e álcool.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Reuters
 

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