Pesticidas são responsáveis por 200.000 mortes por ano

Dados de relatório da Organização das Nações Unidas

14 março 2017
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A Quercus saudou um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que aponta os pesticidas como sendo responsáveis por 200.000 mortes por ano, e defendeu que estes produtos fazem parte de um modelo de agricultura desatualizado, que beneficia as multinacionais.
 
Segundo apurou a agência Lusa, na apresentação do relatório anual perante o Conselho de Direitos Humanos, a relatora da ONU, Hilal Elver, salientou que a maioria da população mundial está exposta aos pesticidas, quer através dos alimentos, da água ou do ar, quer do contacto direto com estes químicos e os seus resíduos.
 
A exposição aos pesticidas tem consequências irreversíveis, como cancro, doenças de Alzheimer e de Parkinson, transtornos hormonais, anomalias no crescimento ou esterilidade.
 
Presentemente, a Quercus tenta sensibilizar as empresas e entidades para a redução de uso dos pesticidas e para o abandono de herbicidas, nomeadamente com glifosato. A associação ambientalista vai realizar um encontro nacional sobre este tema e pretende apontar práticas alternativas ao uso de herbicidas químicos.
 
"Ineficazes para garantir a segurança alimentar, tóxicos para a saúde humana e para o ambiente, os pesticidas fazem parte de um modelo de agricultura que está desatualizado", defendeu a associação Quercus, em comunicado.
 
Para os ambientalistas, a utilização de pesticidas "apenas beneficia as multinacionais e a indústria, enquanto os agricultores da União Europeia lutam para sobreviver". A diferença de rendimento entre a agricultura convencional e a biológica, "é de 8% ou 9%, comparada com os mais de 30% do desperdício anual de alimentos" e o custo das "externalidades ultrapassa os benefícios que os pesticidas possam implicar".
 
Hilal Elver, que apresentou os resultados de um ano de investigações e visitas a várias regiões do mundo, precisou que 99% dos casos graves de contaminação acidental com pesticidas regista-se nos países em desenvolvimento.
 
Também na União Europeia e EUA a população não está protegida dos efeitos da utilização dos pesticidas. No entanto a União Europeia aplica alguns princípios de precaução que não existem entre os norte-americanos. 
 
"Embora nestes locais não haja grandes acidentes, o que está a passar-se é a modificação dos genes das plantas. Trata-se de um problema de ordem sistémica", explicou Hilal Elver.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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