Pessoas privadas de sono sentem mais vontade de comer alimentos calóricos

Estudo apresentado na reunião anual da Associated Professional Sleep Societies

17 junho 2011
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As pessoas que têm sono durante o dia podem não ser capazes de resistir a alimentos ricos em calorias, mostra um novo estudo apresentado na reunião anual da Associated Professional Sleep Societies, EUA, o qual adiciona um crescente corpo de pesquisa que relaciona a privação de sono com o ganho de peso e obesidade.

 

A investigação foi realizada com doze adultos com idades entre os 19 e os 45 anos. Os participantes que apresentavam sonolência durante o dia mostraram uma menor activação na parte do cérebro que inibe o comportamento (córtex pré-frontal) quando lhes foram mostradas fotos de alimentos altamente calóricos, como hambúrgueres, batatas fritas, bolos, pizzas e gelados, em comparação com as imagens de alimentos saudáveis, baixos em calorias.

 

"Quando se tem sono, há muitas probabilidades de não conseguirmos controlar o que comemos", disse, em comunicado, o autor do estudo, William Killgore, professor assistente de psicologia na Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts.

 

Os investigadores observaram a actividade no córtex pré-frontal através das imagens de ressonância magnética funcional. A sonolência diurna foi medida utilizando uma escala padronizada, que mostra quantas vezes uma pessoa adormece em determinadas situações, tais como a ler ou a ver televisão.

 

Nenhum dos indivíduos do novo estudo sofria de distúrbios do sono. Todos os participantes ficaram dentro dos parâmetros normais de sonolência. No entanto, quanto mais sonolentos estivessem, menos os seus cérebros respondiam a ver fotos de alimentos que engordam. As pessoas que tinham mais sono foram mais propensas a dizer que estavam com mais fome do que os menos sonolentos.

 

Vários estudos têm demonstrado que um sono inadequado conduz a um aumento da hormona grelina, que nos indica quando comer, e reduz a hormona leptina, que indica quando parar de comer. E como combater este problema? "Dormir mais", aconselhou o investigador, sugerindo que nos deitemos uma hora mais cedo a cada noite, limitemos o consumo de álcool e de cafeína e tentemos fazer exercício entre cinco a seis horas antes de ir para a cama. "O sono é um processo gradual, e primeiro há que relaxar."

 

A equipa de Killgore planeia agora ampliar o estudo para ver se os resultados se mantêm com um maior número de pessoas. Também têm como objectivo determinar como a sonolência afecta os hábitos de exercício.

 

Como o estudo foi apresentado numa reunião científica, as conclusões devem ser consideradas preliminares até que sejam publicados numa revista especializada.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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