Pessoas em risco de desenvolver doença deveriam ter orientação psicossocial

Defende investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde

26 setembro 2016
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A par dos testes genéticos laboratoriais, as pessoas em risco de desenvolver doença com grande impacto na sua vida deveriam ter orientação psicossocial, defendeu uma investigadora do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), do Porto.
 

Milena Paneque falou no âmbito da comemoração dos 30 Anos da Genética Preditiva em Portugal, organizada pelo i3S, e que incluiu uma homenagem à neurologista e investigadora, Paula Coutinho, que se dedicou ao estudo das doenças neurodegenerativas, em particular à paramiloidose e à doença de Machado-Joseph, e uma das maiores impulsionadoras da genética preditiva em Portugal.
 

“O confronto com o risco de vir a desenvolver uma doença tem um enorme impacto na vida de um indivíduo que se estende ao núcleo familiar e social”, sendo, por isso, essencial “uma orientação psicossocial a par dos testes genéticos laboratoriais”, referiu Milena Paneque à agência Lusa.
 

Milena Paneque lembrou que foi em 1986 que começaram a ser feitos os primeiros testes bioquímicos a pessoas saudáveis em risco para a paramiloidose (PAF), vulgarmente conhecida por “doença dos pezinhos”.
 

“Só cerca de 10 anos mais tarde se consolidaria a prática da Genética Preditiva”, com recurso a marcadores genéticos e com uma prática orientada por um “Protocolo de Teste Preditivo”, documento fundador, escrito por Jorge Sequeiros, atualmente investigador do i3S e fundador e diretor do Centro de Genética Preditiva e Preventiva, um serviço clínico de diagnóstico do mesmo instituto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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