Pessoas com nanismo não desenvolvem cancro e diabetes

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

22 fevereiro 2011
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Um pequeno grupo de equatorianos com uma mutação genética responsável pelo  nanismo poderá ser a chave para prevenir o cancro e a diabetes, duas das maiores causas de morte no mundo ocidental, segundo avança um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.

 

O estudo, realizado com um grupo de pessoas de um pequeno local no Equador, verificou que os indivíduos com níveis geneticamente baixos da hormona de crescimento, também apresentam poucos casos de cancro e diabetes. Os investigadores concluem que com fármacos já aprovados conseguir-se-á bloquear a hormona do crescimento e, deste modo, ajudar a prevenir essas doenças.

 

O estudo foi conduzido por Valter Longo, da Universidade da Califórnia do Sul e Jaime Guevara-Aguirre, um endocrinologista equatoriano. Os estudos foram realizados ao longo de 22 anos com os habitantes de uma comunidade isolada que tinham síndrome de Laron, que impede o organismo de utilizar a hormona do crescimento, gerando um tamanho de corpo muito pequeno.

 

A equipa avaliou cerca de uma centena de pessoas com a síndrome e 1.600 parentes, de tamanho normal de aldeias vizinhas, demonstrando que não havia entre eles casos de diabetes.

 

As conclusões apontam que não houve casos de cancros letais entre as pessoas com síndrome de Laron e que, entre os seus familiares e outras pessoas objecto de estudo, cerca de 5% desenvolveram diabetes e 17% cancro. 

 

Por esta razão, os investigadores acreditam que os baixos níveis da hormona do crescimento desempenham um papel fundamental, dado que ambos os grupos viviam em ambientes semelhantes e tinham factores de risco genéticos semelhantes.

 

No estudo, a equipa examinou o sangue de pacientes com síndrome de Laron e descobriu duas diferenças: o seu ADN estava protegido contra os agentes causadores de cancro e o corpo removia rapidamente qualquer célula danificada antes que esta pudesse dar origem a um cancro. Os especialistas também descobriram que as pessoas do grupo com síndrome de Laron tinham maiores níveis de sensibilidade à insulina, o que explicaria o facto de não terem diabetes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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