Pessoas com compressão da medula espinal têm alterações no cérebro

Estudo publicado na revista “Brain”

22 dezembro 2011
  |  Partilhar:

A degeneração da coluna vertebral é uma parte inevitável do envelhecimento. Para alguns, conduz à compressão da medula espinal, que pode causar problemas como dormência nas mãos, incapacidade de andar e, nalguns casos, degradação das funções da bexiga e dos intestinos.

 

Agora, um novo estudo da Universidade de Western Ontário, no Canadá, e  publicado na revista “Brain”, traz novos dados que ajudam a perceber melhor o que acontece, dado terem verificado que pacientes com compressão na medula espinal também apresentam alterações no córtex motor cerebral.
Para o estudo, os investigadores Robert Bartha, Neil Duggal e Izabela Kowalczyk analisaram 11 pacientes saudáveis e 24 com compressão reversível da medula espinal.

 

Os investigadores pediram aos voluntários para que realizassem uma tarefa motora simples, bater com os dedos, enquanto eram submetidos a uma ressonância magnética funcional.

 

O teste identificou as partes do cérebro que estiveram envolvidas na realização deste movimento, que é muitas vezes prejudicado nos pacientes com compressão da medula espinal. Uma vez que a área foi localizada, examinaram-na usando uma ressonância magnética por espectroscopia de protões para investigar uma gama de diferentes produtos químicos ou metabolitos, tais como neurotransmissores e aminoácidos.

 

O objectivo era determinar se os níveis destes produtos químicos eram diferentes nos indivíduos com compressão da medula espinal.

 

"Surpreendentemente, vimos uma redução de 15% no nível de N-acetilaspartato nos pacientes com compressão da medula espinal. Um facto realmente interessante, dado que o N-acetilaspartato é um aminoácido que apresenta reduções quando uma pessoa tem uma lesão neuronal ou quando os neurónios estão a morrer. Não esperávamos ver uma mudança tão grande no cérebro dos pacientes com compressão da medula espinhal", explicou, em comunicado, o investigador Robert Bartha.

 

Os cientistas continuam a investigação na tentativa de desvendar se esta mudança ocorre ao longo do tempo e se os níveis metabólicos no cérebro são alterados após a cirurgia. Esta descoberta tem implicações para saber se a condição é reversível ou não e pode ajudar a saber quais os pacientes que podem beneficiar dos procedimentos cirúrgicos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.