Pessoas com ansiedade ampliam espaço pessoal

Estudo conduzido pela University College of London, Reino Unido

30 agosto 2013
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Um estudo conduzido por investigadores no Reino Unido demonstrou que as pessoas com ansiedade necessitam de um maior espaço pessoal.

 

A equipa da University College of London, Reino Unido, determinou que se pode atribuir uma distância pessoal, no seguimento de uma análise à relação entre a ansiedade e a distância necessária para se estar livre de ameaças. Publicado na revista “The Journal of Neuroscience”, o estudo indica que esse espaço, ao qual chamam “espaço peripessoal”, possui um limite de 20 a 40 centímetros da cara.

 

O estudo determinou igualmente que as pessoas que apresentam traços de ansiedade necessitam de um espaço peripessoal maior do que as que não apresentam aquelas características.

 

Para o estudo, Chiara Sambo e Giandomenico Iannetti contaram com a participação de 15 pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 37 anos. Foi aplicado um estímulo elétrico no nervo específico da mão dos participantes que provoca o reflexo de pestanejar. A mão dos participantes foi colocada a diferentes distâncias da cara. O reflexo de pestanejar é uma resposta defensiva automática a estímulos potencialmente perigosos.

 

Os resultados deste teste foram comparados depois com os resultados de questionários que procuravam determinar a personalidade dos participantes quanto à ansiedade. Os participantes com pontuação alta nos questionários sobre a ansiedade revelaram reagir de forma mais forte aos estímulos quando estes eram colocados a 20 centímetros da cara do que aqueles que tinham obtido pontuação baixa.

 

Os investigadores classificaram os participantes que tinham reagido mais fortemente aos estímulos mais distantes como aqueles que tinham um maior espaço peripessoal defensivo. Encontraram um “aumento abrupto em vez de gradual” no reflexo de pestanejar. O resultado da resposta a ameaças com um espaço maior “sugere que os indivíduos diferem no que consideram ser a distância crítica necessária para dar uma resposta defensiva eficiente a um estímulo ameaçador”.

 

Os autores consideram este estudo relevante para determinar a eficácia das pessoas na perceção de riscos em certos contextos profissionais: bombeiros, polícia, militar, por exemplo, que possam deparar-se com situações de perigo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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