Pessoas com animais de estimação são mais saudáveis...

...e vão menos ao médico

09 Dezembro 2004
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Para quem gosta, ter um animal pode modificar a vida de um modo muito positivo.
 

 

 

 

 

 

Além da companhia amorosa que nos recebe quando chegamos do trabalho, um animal faz-nos sentir sempre úteis e activos, quer seja a brincar com eles ou pelos passeios diários que damos na sua companhia.
 

 

 

 

 

 

Vários estudos, recentemente apresentados numa conferência internacional organizada em Glasgow (Reino Unido), refere que as pessoas que têm um animal de estimação gozam de melhor saúde e, consequentemente, vão menos ao médico do que as que vivem sozinhas.
 

 

 

Os estudos recentes usaram, pela primeira vez, uma mostra representativa que confirmou a interacção existente entre a presença de um animal e a saúde humana, destacou Jean-Luc Vuillemenot, secretário-geral da Associação Francesa de Informação e Investigação sobre o Animal de Estimação.
 

 

 

Estes trabalhos, dirigidos por Bruce Headey, da Universidade de Melbourne, sintetizaram os dados obtidos durante avaliações anuais na Alemanha desde 1984 e depois em 1996 e 2001, que englobaram, no total, cerca de 10 mil pessoas. Também foram entrevistados 1.451 australianos entre 2002 e 2004 e 642 chineses.
 

 

 

Ao dividir a população em três categorias, os cientistas comprovaram que o grupo que gozava de melhor saúde era o dos que tinham animais de estimação há cinco anos, seguido daqueles que tinham adoptado recentemente um animal. Em último lugar estavam as pessoas que não tinham animais há vários anos.
 

 

 

Ocorreu aos cientistas a ideia de traduzir as influências do animal sobre a saúde em termos de despesas em serviços médicos. Segundo os números citados em Glasgow, as consultas e cuidados médicos evitados representaram uma economia anual de 5,59 biliões de euros na Alemanha e de 3,86 biliões de dólares australianos na Austrália.
 

 

 

Na China, até 1995, uma lei proibia ter um animal em casa. Desde a abolição da norma, o número de animais de estimação, sobretudo cães, não parou de aumentar, sobretudo entre as famílias. Esta evolução explica-se pela saída de casa, cada vez mais precoce, dos filhos, cuja ausência é compensada pelos pais, que adoptam um animal. Dos 642 pais entrevistados, 259 tinham um bichinho de estimação.
 

 

 

«No que diz respeito à França, o espírito cartesiano e o conceito animal-máquina, leva a que as pessoas sejam favoráveis a partilhar a intimidade ao animal, mas em público adoptam uma posição neutra, inclusive aqueles que têm bichos de estimação», explicou à AFP Vuillemenot.
 

 

 

Desta forma, ao evocar o interesse das «actividades associadas a um animal» em hospitais e estabelecimentos para deficientes, lares de idosos e outros centros sociais, mostram-se muito reticentes, apresentando argumentos relativos à «higiene», apontou o especialista, acrescentando que apesar disso, a situação está a melhor e, «neste momento, existem em França cerca de 60 instituições em que são admitidos amigos de quatro patas e os seus efeitos benefícios são comprovados».
 

 

 

Uma idosa hospitalizada a quem foi autorizada a companhia do seu bichinho no quarto, disse a um médico: «Sabe, doutor, Prozac, o meu gato, é mais eficaz que os seus medicamentos». A senhora tinha baptizado o seu animal de estimação com o nome de um popular anti-depressivo.
 

 

 

Paula Pedro Martins
 

 

 

Jornalista
 

 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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