Pessimistas correm mais risco de demência

Controlar a depressão pode ajudar

26 abril 2005
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Pessoas sem problemas psiquiátricos, mas que revelam elevados graus de pessimismo em testes de personalidade correm um risco mais alto de desenvolver demência, segundo uma equipa de peritos.
 

O risco, 30 por cento mais alto que nas pessoas menos pessimistas, aparece na mesma proporção entre quem tem maior pontuação em testes de depressão e aumenta para 40 por cento em quem têm mais pontos nas duas categorias.
 

A demência é uma perturbação neurológica que afecta a capacidade de pensar, falar, raciocinar, recordar e de fazer movimentos, sendo algumas das suas formas mais comuns a doença de Alzheimer e a causada por lesões cerebrais provocadas por acidentes vasculares cerebrais.
 

 

Embora as alterações de personalidade (pessimismo, depressão, agitação ou introversão) sejam comuns quando um paciente desenvolve demência, o pessimismo e a depressão são provavelmente mais factores de risco do que manifestações precoces da doença, segundo uma equipa de investigadores da Clínica Mayo de Rochester (Minnesota).
 

 

A equipa, dirigida por Yonas Geda, avançou esta hipótese devido à diferença significativa de tempo entre os testes de personalidade (feitos nos anos 1960) e o aparecimento da demência ou de problemas cognitivos (entre 1960 e 2004).
 

 

As pessoas que se submeteram aos testes tinham idades entre os 10 e os 69 anos na década de 60, precisa o estudo, apresentado quinta- feira numa reunião da Academia de Neurologia dos Estados Unidos em Miami, Florida.
 

 

Fonte: Lusa
 

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