Pêssegos, ameixas e nectarinas podem ajudar no combate da obesidade e diabetes

Estudo realizado pelos investigadores da Texas A&M AgriLife

21 junho 2012
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Os pêssegos, as ameixas e as nectarinas contêm compostos bioativos que podem ajudar no combate da síndrome metabólica, na qual a inflamação e a obesidade podem conduzir a problemas graves de saúde, sugere um estudo realizados pelos investigadores da Texas A&M AgriLife.

 

É do conhecimento comum que a dieta, a predisposição genética, a falta de sono e o sedentarismo têm um papel importante no desenvolvimento da obesidade, sendo que esta está associada com o aparecimento da síndrome metabólica. Esta síndrome é caracterizada por um conjunto de condições, nomeadamente, níveis elevados de glucose no sangue, pressão arterial elevada, gordura abdominal e níveis muito elevados de colesterol, que, em conjunto, podem aumentar consideravelmente o risco de desenvolvimento de diabetes, acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio.

 

Neste estudo os investigadores verificaram, em diferentes linhas celulares, que os pêssegos, as ameixas e as nectarinas apresentam propriedades anti-inflamatórias, anti-diabéticas, ‘anti-obesidade’ e conseguem também reduzir a oxidação do “mau” colesterol LDL, que está associado às doenças cardiovasculares.

 

Um dos autores do estudo, Luis Cisneros-Zevallos, revelou que, o que é único nestes frutos é que eles contêm uma mistura de compostos bioativos que atuam simultaneamente nos diferentes componentes da doença. “Os resultados do nosso estudo demonstraram que os quatro grupos fenólicos principais, antocianina, ácido clorogénico, derivados da quercetina e das catequinas, conseguem atuar em diferentes células: células adiposas, macrófagos e células do endotélio vascular. Eles modulam a expressão de genes e proteínas dependendo do tipo de composto”, explicou o investigador.

 

Contudo, simultaneamente, todos estes frutos atuam em diferentes frentes da doença, nomeadamente, na obesidade, inflamação, diabetes e doença cardiovascular.

 

"Cada um destes frutos contém grupos fenólicos semelhantes, mas em diferentes proporções, assim todos eles são uma boa fonte de compostos que promovem a saúde e que se podem complementar", acrescentou Luis Cisneros-Zevallos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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