Pesadelos na infância podem ser indicadores de traços psicóticos

Estudo publicado na revista “Sleep”

06 março 2014
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As crianças que têm frequentemente pesadelos ou terrores noturnos podem ter um risco aumentado de sofrer de experiências psicóticas na adolescência, sugere um estudo publicado na revista “Sleep”.
 

Os pesadelos são habituais e tendem a desaparecer à medida que as crianças crescem. Estes ocorrem na segunda parte do sono e as crianças acordam com uma sensação de medo, preocupação e possíveis palpitações.
 

Já os terrores noturnos são considerados um distúrbio de sono que ocorre durante os ciclos de sono profundo, na primeira metade da noite. Num terror noturno as crianças gritam e sentam-se numa posição vertical em estado de pânico. Em casos mais extremos estes podem ser acompanhados por movimentos corporais violentos e agitação extrema. As crianças acordam no dia seguinte sem terem a consciência do que se passou na noite anterior.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, constataram que as crianças que tinham, antes dos nove anos, pesadelos com frequência apresentavam um risco três vezes maior de ter experiências psicóticas no início da adolescência. De igual forma, aqueles que tinham terrores noturnos duplicavam o risco de apresentar estes problemas, que incluíam alucinações, pensamentos disruptivos e delírios.
 

O estudo também apurou que as crianças com idades entre os dois a nove anos de idade e que sofriam de pesadelos persistentes apresentavam um risco aumentado de desenvolver experiências psicóticas. Pelo contrário os problemas em adormecer ou a insónia não foram associados a este tipo de problemas.
 

“Não queremos preocupar os pais com estas notícias. Três em cada quatro crianças têm pesadelos. Contudo, se estes ocorrerem durante um período de tempo prolongado ou persistirem até à adolescência podem ser um indicador precoce de algo mais significativo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Dieter Wolke.
 

“O melhor conselho é tentar manter um estilo de vida que promova uma higiene de sono saudável, através da criação de um ambiente que permita a melhor qualidade de sono possível. A dieta é uma das vertentes mais importantes, devendo-se evitar bebidas açucaradas entes de ir para cama. Devem também ser retirados do quarto qualquer tipo de estímulo, nomeadamente televisão ou videojogos”, adiantou Helen Fishe do King College London, no Reino Unido.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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