Peruanas sem direito a ter filhos

Alberto Fujimori ordenou esterilização massiva de 200 mil mulheres

24 julho 2002
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Quando na Europa se defende a paridade nas estruturas de governação, há países onde as mulheres ainda lutam pelo direito de dizer "não", mesmo quando se trata do direito a ter filhos. É o caso do Peru, onde o ex-presidente Alberto Fujimori ordenou a esterilização massiva de 200 mil mulheres rurais. A revelação consta de um relatório oficial, a cargo da comissão de investigação "contracepção voluntária", concluindo que existiram vários programas ameaçando as mulheres pobres no antigo regime do Peru.
 

 

Fujimori fugiu para o Japão depois de ser acusado de corrupção. O seu Governo justificava a esterilização como um meio de controlar a natalidade, já que outros métodos fracassaram.
 

 

Entre estes, incentivos, como comida, a quem não tivessem filhos e aplicação de multas a todo o homem e mulher que quisesse ter mais uma criança. Entre 1996 e 2000, foram esterilizadas 215 227 mulheres e fizeram-se vasectomias a 16 547 homens. Nos três anos anteriores o número de esterilizações era de 80 385 e o de vasectomias, 2795.
 

 

Várias pessoas, das zonas rurais de Cuzco e Ancash, deram testemunhos à comissão e apenas dez por cento admitiram ter acedido voluntariamente à esterilização, depois de promessas de incentivos como comida, operações e medicamentos.
 

 

Fonte:Diário de Notícias
 

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