Perturbações psiquiátricas nos jovens: professores recebem formação

Programa “WhySchool”

11 setembro 2015
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Professores vão ter formação para saberem como identificar a diferença entre um comportamento desafiador, mas que é “normal”, e atitudes que podem esconder uma perturbação psiquiátrica nas crianças e adolescentes. 
 
De acordo com a Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal (Eutimia), o programa “WhySchoo”l vai abranger 16 agrupamentos de escolas, contando com o apoio dos centros de formação de professores e das autarquias.
 
Segundo a notícia avançada pela agência Lusa, o objetivo da formação dos 1.500 professores é “melhorar a literacia e as aptidões na gestão dos problemas de saúde mental, em particular na identificação de casos, triagem, referenciação e apoio aos casos em risco”.
 
No total, serão beneficiados cerca de 100 mil estudantes, entre os 12 e os 18 anos, assim como os respetivos pais e encarregados de educação.
 
A formação tem como objetivo “melhorar o acesso dos jovens aos cuidados de saúde mental, já que atualmente apenas 10 a 15% das crianças e adolescentes com problemas de saúde mental recebe ajuda”, refere o comunicado da Eutimia.
 
Para tal, será disponibilizada uma plataforma de e-learning com conteúdos educativos na área da saúde mental dos adolescentes e depressão, dirigidos a professores e educadores e um website para os jovens e encarregados de educação, que serão utilizados pelos professores na sala de aula. Está também prevista uma campanha nacional de sensibilização para o bullying e o cyberbullying.
 
Este projeto, financiado pelo programa Iniciativas em Saúde Pública/EEA Grants, que em Portugal é operado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), conta com o apoio dos especialistas internacionais em saúde mental e suicídio na adolescência Lars Mehlum e Stan Kutcher.
 
O bastonário da Ordem dos Psicólogos apelou à população para estar atenta aos sinais de alerta do suicídio para poder ajudar quem está em risco, lembrando que há intervenções terapêuticas que podem evitar mais de metade dos casos.
 
“Hoje em dia temos formas de intervenção terapêutica que, em alguns casos, podem reduzir os suicídios futuros em mais 50%”, disse Telmo Mourinho Baptista.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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