Perturbações psiquiátricas em Portugal têm padrão semelhante ao dos EUA

Estudo nacional sobre saúde mental

17 novembro 2010
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Portugal tem uma prevalência de perturbações psiquiátricas, "um padrão atípico, em termos europeus”, com números que se aproximam aos dos EUA, país com maior prevalência no mundo, disse à agência Lusa o coordenador do estudo nacional sobre saúde mental, Caldas de Almeida.

 

O primeiro estudo que faz o retrato da saúde mental em Portugal insere-se na iniciativa mundial dos estudos epidemiológicos da Organização Mundial de Saúde (OMS), é coordenado pela Universidade de Harvard nos Estados Unidos e envolve 24 países, tendo até hoje criado a “maior base de dados do mundo”, com mais de 100 mil pessoas entrevistadas.

 

Em Portugal, o estudo é dirigido pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e revelou que 22,9% dos 3.849 entrevistados, amostra representativa da população portuguesa, sofrem de perturbações psiquiátricas, aproximando-se dos 26,3% registados nos EUA. No topo dos problemas estão as perturbações de ansiedade, com 16,5%, as perturbações depressivas, com 7,9%, as perturbações de controlo dos impulsos, com 3,5%, e as perturbações relacionadas com o álcool, 1,6%.

 

Os primeiros resultados do estudo revelam que os mais afectados são as mulheres e os jovens dos 18 aos 24 anos e, dentro destes dois grupos, especialmente aqueles que estejam separados, viúvos e divorciados e tenham níveis de literacia baixos e médios. O estudo português tem o financiamento da Comissão Europeia, até Julho do próximo ano, e apresentará os resultados finais durante o segundo semestre de 2011.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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