Perto de 7.000 portugueses estão envolvidos em ensaios clínicos

Dados do Infarmed

02 fevereiro 2012
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Perto de 7.000 portugueses participam dos 330 ensaios clínicos que estão atualmente a decorrer em Portugal que se focam nas áreas da oncologia, infeciologia e sistema nervoso, segundo fonte da autoridade que regula o setor do medicamento (Infarmed).

 

De acordo com dados do Infarmed, a que a Agência Lusa teve acesso, os ensaios clínicos atualmente em curso em Portugal estão a ser realizados em cerca de 90 instituições de saúde.

 

Os hospitais universitários - nomeadamente os Hospitais Universitários de Coimbra, o Hospital Santa Maria (Lisboa) e o Hospital São João (Porto) - e os institutos de oncologia de Lisboa e Porto são as principais instituições de saúde envolvidas nestes ensaios.

 

O Infarmed afirma que que a realização de ensaios clínicos é “essencial para o desenvolvimento de novos medicamentos, permitindo conhecer a sua eficácia e segurança”.

 

Na altura da avaliação e autorização prévia, por parte das autoridades competentes e comissões de ética independente, o aspeto que o Infarmed julga “mais importante a ter em consideração” é “a proteção da saúde, segurança e direitos dos voluntários que participam nestes estudos (conforme estabelecido pela extensa legislação e regulamentação que os enquadra) ”.

 

Para os hospitais, as principais vantagens passam pelo “acesso a conhecimento científico e tecnológico avançado associado à respetiva investigação e desenvolvimento”, além de contribuir para “a formação e capacitação de recursos humanos das equipas de investigação pluridisciplinares, de várias áreas da prestação de cuidados de saúde, nas melhores práticas clínicas associadas às áreas em estudo”.

 

Para os pacientes, os ensaios clínicos são vantajosos, uma vez que “a prestação de cuidados de saúde a voluntários participantes em ensaios clínicos é obrigatoriamente efetuada de forma muito rigorosa e controlada, para garantir a maximização das condições de segurança e a minimização dos riscos associados a uma intervenção experimental”.

 

“O acesso a informação e esclarecimentos abrangentes (que incluem a patologia e os tratamentos disponíveis) obrigatoriamente prestados a um doente que se proponha a entrar num ensaio clínico, com vista à obtenção prévia do respetivo consentimento para participação voluntária e à respetiva manutenção durante o decurso do ensaio”, é outra vantagem para os doentes realçada pelo Infarmed.

 

Apesar destas vantagens, os ensaios clínicos têm vindo a diminuir na Europa, o que, segundo o Infarmed, se deve ao facto de cada vez mais países não pertencentes à Comunidade Europeia terem “condições competitivas para a realização de ensaios clínicos segundo as altamente exigentes regras europeias”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.


 

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