Permanecer sentado aumenta risco de diabetes, doença cardíaca e morte prematura

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

17 outubro 2012
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Os indivíduos que permanecem sentados durante longos períodos de tempo apresentam maior risco de desenvolver diabetes, doenças cardíacas ou de morte, sugere um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

Neste estudo, os investigadores da University of Leicester, no Reino Unido, fizeram uma revisão de 18 estudos a um total de 794.577 participantes. Verificou-se que os indivíduos que permaneciam sentados durante longos períodos de tempo tinham um risco duas vezes maior de desenvolver diabetes, doença cardíaca ou morte prematura em comparação com aqueles que não permaneciam sentados tanto tempo.
 

O estudo apurou que estas associações eram independentes da quantidade de exercício físico praticado. Estes resultados sugerem que, mesmo respeitando as recomendações de saúde, o risco mantém-se para os indivíduos que permanecem sentados durante longos períodos de tempo.
 

“Os adultos despendiam, em média, cerca de 50% a 70% do seu tempo sentados. Assim, este estudo tem grandes implicações. Através da limitação do tempo que se permanece sentado é possível diminuir o risco destas doenças”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Emma Wilmot.
 

Os investigadores constataram ainda que a associação mais consistente foi entre o permanecer sentado e a diabetes. Esta informação é particularmente importante para as pessoas que já se encontram em elevado risco de desenvolverem diabetes tipo 2.
 

O coautor do estudo, Stuart Biddle, referiu que existem várias formas de reduzir o tempo sentado, como fazer intervalos durante os longos períodos de tempo que se despende sentado em frente ao computador, ter reuniões de pé, andar durante a pausa do almoço, reduzir o número de horas de visualização de televisão.
 

"Este estudo passa uma mensagem muito importante para o público, mas também para os profissionais de saúde: o sedentarismo é comum e perigoso a longo prazo, especialmente para a diabetes e doenças cardiovasculares”. Por outro lado, “esta associação sobrepõe-se a outros fatores do estilo de vida, como a dieta e a atividade física”, conclui Melanie Davies, professora na University of Leicester.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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