Peritos debatem avanços no tratamento do cancro

Investigadores mundiais reunidos em Madrid

18 março 2003
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Peritos internacionais em cancro discutem esta semana em Madrid os avanços conseguidos na busca de sinais moleculares implicados no desenvolvimento de um tumor, o que permitirá conceber medicamentos específicos e substituir os tratamentos actuais.
 

 

As jornadas, organizadas pelo Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO), têm como objectivo partilhar as mais recentes descobertas nesta área, uma vez que foram já identificados os sinais de alguns tumores.
 

 

No entanto, segundo o responsável pelo grupo de desenvolvimento de ensaios do programa de terapias experimentais do CNIO, Amancio Carnero, é preciso esclarecer que é mais simples identificar o sinal que descobrir uma estratégia ou um medicamento que o iniba.
 

 

De facto, segundo Carnero, existem muitos ensaios clínicos com moléculas dirigidas a sinais específicos, mas muito poucos tratamentos aprovados. Um dos peritos envolvido na busca de novos sinais, David H.
 

 

Beach, presidente da Genetic Inc., de Boston, Massachusetts, explicou que o objectivo do seu trabalho, baseado na imortalidade da célula e da metástase, é identificar os genes que podem ser responsáveis pelos processos para os utilizar posteriormente como sinais moleculares.
 

 

Uma vez identificado o sinal, refere Carnero, procura-se o medicamento capaz de o localizar, reconhecendo as células tumorais e não danificando as saudáveis, o que faz aumentar a eficácia e reduzir os efeitos secundários.
 

 

Face a estes tratamentos que procuram sinais específicos encontram-se os tradicionais: a cirurgia, que segundo os peritos é a ferramenta mais valiosa no tratamento do cancro, a radioterapia e a quimioterapia.
 

 

Antes de conceber o medicamento, é necessário seleccionar «o melhor sinal possível», que seja essencial e não acessório no desenvolvimento tumoral, tentando ao mesmo tempo danificar o menos possível as células saudáveis, já que o sinal se localiza também nas células normais, explica Carnero.
 

 

Fonte: Lusa
 

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