Peritos americanos defendem a clonagem para fins terapêuticos
26 janeiro 2002
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A clonagem de embriões humanos com objectivos terapêuticos deveria ser permitida, já que proibi-la pode impedir futuros avanços médicos no tratamento de doenças. Este princípio foi defenddido por peritos da Academia norte-americana das Ciências perante o Senado.
 

 

Apesar da Câmara dos Representados dos Estados Unidos já se ter pronunciado contra qualquer forma de clonagem humana, o Senado ainda não tomou qualquer decisão relativamente a este assunto.
 

 

Irving Weisman, que lidera o grupo de cientistas da Academia das Ciências, sublinhou, contudo, que a ideia de clonar embriões com o propósito de criar um ser humano deve ser rejeitada.
 

 

«Teria de ser louco» o cientista que tentasse fazer isso, disse, na quinta-feira, o investigador perante o Senado.
 

 

No entanto, Weisman defendeu que proibir a clonagem terapêutica, o que inclui clonar embriões para obter as células-mãe que contêm, pode barrar a porta a grandes descobertas.
 

 

As células-mãe embrionárias têm a capacidade, se forem cultivadas em condições apropriadas, de se multiplicar com as características de qualquer tipo de células do corpo humano.
 

 

Se os embriões de onde procedem pudessem ser clonados, segundo as técnicas perseguidas por numerosos cientistas, os tecidos conseguidos seriam plenamente compatíveis com os do paciente que proporcionou a célula para a clonagem.
 

 

O Senado dos Estados Unidos integra elementos defensores da investigação com este tipo de células, que justificam a clonagem de embriões com objectivos terapêuticos.
 

 

Fonte: Lusa

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