Perfumes com substâncias químicas perigosas....

...à venda em Portugal

14 fevereiro 2005
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Vários perfumes em que a associação ecologista Greenpeace identificou substâncias químicas que podem ter efeitos nefastos na saúde estão à venda em Portugal.
 

 

Segundo o estudo, divulgado na semana passada em Bruxelas pela Greenpeace, e a que a Agência Lusa teve acesso, vários perfumes contêm «substâncias químicas que podem penetrar no organismo, se degradam dificilmente e podem ter efeitos nefastos na saúde».
 

 

O relatório baseia-se na análise efectuada por um laboratório holandês «de dois grupos de substâncias químicas artificiais potencialmente perigosas - os ésteres de ftalatos e os almíscares de síntese - em 36 perfumes conhecidos».
 

 

Alguns destes perfumes estão à venda em Portugal, como é o caso do Eternity for Women (Calvin Klein), que regista o maior nível de um tipo de ftalato - ftalato de dietilo (DEP). De acordo com a Greenpeace, «alguns estudos demonstram que o DEP penetra rapidamente na pele e espalha-se por todo o organismo depois de cada contacto» com a pele.
 

 

No interior do corpo humano, o DEP transforma-se rapidamente em monoetileno de ftalato (MEP), «susceptível de alterar o ADN dos espermatozóides e de limitar a função pulmonar no homem».
 

 

O estudo revelou a presença de maiores quantidades de DEP no Eternity for Woman (22.299 mg/kg), no Íris Blue, da Melvita (11.189 mg/kg) e no Le Mâle, de Jean-Paul Gaultier''s (9.884 mg/kg).
 

 

Os perfumes testados revelaram ainda a presença de almíscares de síntese que são compostos aromáticos utilizados em vez de almíscares naturais. A maior presença de almíscares de síntese foi identificada no perfume White Musk, da Body Shop (94.069 mg/kg), no Le Mâle, de Jean- Paul Gaultier''s (64.428 mg/kg) e no Le Baiser Du Dragon, da Cartier (45.048 mg/kg).
 

 

A Agência Lusa contactou o representante dos perfumes Calvin Klein em Portugal, a empresa Jerónimo Martins, que remeteu para mais tarde um comentário a este relatório. Também o representante dos perfumes Jean Paul Gaultier, a empresa Polimaia, alegou desconhecer o relatório do Greenpeace, adiando um comentário ao mesmo, o mesmo acontecendo com a Body Shop.
 

 

Em Portugal, a autoridade responsável pelo controlo dos produtos cosméticos no mercado é o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed). Contactado pela Agência Lusa, este organismo do Ministério da Saúde remeteu para mais tarde um comentário ao conteúdo do estudo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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