Perfume dos faraós tinha cannabis

França recria «poção da sedução»

09 outubro 2002
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O perfume que os faraós do antigo Egipto usavam para seduzir uma pessoa foi novamente recriado. Segundo a notícia do site Ananova, investigadores do Centro de Estudos e Restauração dos Museus Franceses, com a ajuda da empresa de produtos de beleza L Oreal, deram vida à fórmula antiga.
 

 

Inscrições e receitas ancestrais ajudaram os investigadores a produzir o perfume Kyphi, segundo explicou ao site a cientista francesa Sandrine Videault, que investiga o aroma há vários anos.
 

 

Os textos do historiador grego Plutarco, que viveu entre os anos 45 e 120 d.C., foram essenciais para a produção do perfume. Segundo ele, o Kyphi tinha o poder de «fazer dormir, de ajudar a ter bons sonhos, de relaxar, de afastar das preocupações do dia e de trazer paz».
 

 

Os numerosos ingredientes do produto incluem pistache, hortelã, canela, incenso, junípero e mirra. Porém, uma das substâncias - a relaxante- seria a cannabis. Por conter algumas substâncias ilegais, o Kyphi nunca será vendido, explicou a investigadora, acrescentando que «de qualquer forma, o cheiro é muito forte para o mundo moderno.»
 

 

No entanto, a recriação deste «poderoso» aroma foi um processo longo porque existem muitas receitas. «Em alguns exemplos, apenas dez ingredientes são usados; em outras, mais de 50», explicou.
 

 

De acordo com alguns documentos egípcios sobre o perfume - que era sólido e sem álcool, o inverso dos perfumes modernos -, ele era passado nos cabelos e nos genitais para aprimorar a vida sexual dos egípcios.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

Artigo com base no jornal on-line: Ananova
 

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