Perfil psicológico dos estudantes de medicina

Estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

11 setembro 2014
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O perfil psicológico dos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está ser estudado por esta faculdade com o objetivo de “reduzir o stresse e melhorar a qualidade de vida” dos futuros médicos.
 
No comunicado enviado pela FMUP, e ao qual a agência Lusa teve acesso, o projeto ‘To be a doctor’ vai acompanhar um grupo de estudantes ao longo dos seis anos de curso e nos três primeiros anos de prática clínica, avaliando-o regularmente através de entrevistas e resposta a questionários.
 
A avaliação incluirá ainda um “estudo laboratorial com doseamento de substâncias conhecidas por serem marcadores de níveis elevados de stresse” e que “sinalizará o risco para algumas doenças”.
De acordo com a responsável do projeto, Margarida Braga, “o objetivo é avaliar a experiência que o curso de Medicina vai representar para os estudantes em função de características pessoais (género, personalidade, experiência pessoal, capacidade de comunicação, forma de lidar com o stresse) e do contexto (exigências curriculares, atividades de lazer, relacionamentos afetivos e suporte social), a performance académica e a satisfação”. 
 
De acordo com o comunicado, atualmente já estão a ser acompanhados os estudantes que transitaram para o 2.º e 3.º anos do mestrado integrado em Medicina da FMUP, mas ao longo desta semana vão ser recrutados os “caloiros” da faculdade.
 
“Ser estudante do ensino superior não é fácil. Sair de casa, criar uma nova rede de amigos e dar resposta a um nível de exigência académica elevado pode ser difícil de gerir”, diz a FMUP, acrescentando que “ser estudante de medicina pode ser ainda mais complicado, quer pelo esforço que permitiu ao estudante ter notas para ingressar neste curso, quer pelos desafios que se lhe vão apresentar nos anos subsequentes”.
 
O comunicado refere que uma “percentagem elevada” de estudantes do ensino superior tem, por exemplo, níveis elevados de ansiedade, sendo objetivo dos investigadores “saber porquê, em que medida essa ansiedade está relacionada com as características pessoais de cada um e com a vida académica e se há algum risco importante para a saúde dos estudantes”.
 
Os investigadores pretendem ainda “conhecer quais os fatores que protegem os estudantes e contribuem para manter o seu bem-estar”, pelo que lhes vai ser pedido que “indiquem o seu grau de satisfação com o curso e com a sua vida pessoal e social ao longo dos anos”. 
 
De acordo com a FMUP, os resultados do estudo vão “contribuir para o conhecimento científico de modo a melhorar a compreensão da experiência académica e profissional dos estudantes de medicina, do impacto pessoal e profissional dessa experiência”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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