Perda de memória associada à toma de medicação

Estudo realizado pelo Institut universitaire de gériatrie de Montréal

09 novembro 2012
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A concentração e a memória dos idosos podem ser afetadas pela toma de medicamentos comumente utilizados para o tratamento da ansiedade, insónia, prurido e alergia, sugere um estudo realizado pelos investigadores do Institut universitaire de gériatrie de Montréal.
 

Estudos anteriores já tinham indicado que existia uma associação entre a perda memória nos idosos e a toma de medicação. Os investigadores constataram que 90% dos idosos com 65 anos ou mais de idade tomavam pelo menos um dos fármacos referidos e que 18% destes apresentavam problemas de memória e distúrbios cognitivos moderados.
 

Neste estudo os investigadores, liderados por Cara Tannenbaum, decidiram determinar quais os medicamentos que tinham um impacto negativo nas funções cerebrais incluindo: memória, atenção e concentração.
 

Após terem analisado o resultado de 162 experiências com medicamentos capazes de se ligar aos recetores de histamina, colinérgicos, GABAérgicos ou opióides no cérebro, os investigadores constataram que a memória, atenção e concentração poderiam ser afetadas pela toma de vários medicamentos.
 

Os resultados dos 68 ensaios realizados com fármacos utilizados habitualmente no tratamento da ansiedade e insónia, as benzodiazepinas, também mostraram que estes fármacos conduziam a problemas de memória e concentração de uma forma dose-resposta dependente.
 

Por último, foi verificado que a toma de antidepressivos tricíclicos e de anti-histamínicos causavam problemas de atenção e de processamento da informação.
 

A investigadora referiu que estes resultados vão de encontro aos publicados anteriormente pela American Geriatrics Society, os quais já tinham constatado que os idosos deveriam evitar a toma de comprimidos para dormir, os hipnóticos, que incluíssem anti-histamínicos de primeira geração e antidepressivos tricíclicos. Estes resultados também apoiam outros publicados em 2009 que tinham averiguado que a toma de certos medicamentos pelos idosos poderia estar associada ao declínio cognitivo.
 

“Os pacientes necessitam de ter acesso a esta informação para que consigam discutir, com os médicos e farmacêuticos, sobre as opções de tratamento farmacológicas e não farmacológicas seguras”, conclui Cara Tannenbaum.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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