Perda de dentes nos idosos pode estar relacionada com declínio mental

Estudo publicado na “Behavioral Brain and Functions”

11 janeiro 2011
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A perda de dentes nas pessoas idosas pode indicar um risco aumentado de demência, aponta um estudo publicado na revista “Behavioral Brain and Functions”.

 

Na investigação participaram mais de quatro mil japoneses, com mais de 65 anos, submetidos a exame odontológico e a uma avaliação psiquiátrica. Comparados com os participantes que ainda tinham muitos dos seus dentes naturais, aqueles com poucos dentes ou nenhuns eram mais propensos a ter problemas de perda de memória ou a sofrer de Alzheimer numa fase inicial da doença.

 

Os participantes com sintomas de perda de memória tendiam a relatar raras visitas ao dentista ou nunca. Para a líder da investigação, Nozomi Okamoto, esta poderá ser uma explicação para os resultados do estudo, mas sugere a existência de outras relações entre perdas dentárias e problemas de memória.

 

"A infecção na gengiva, que pode conduzir à perda do dente, liberta substâncias inflamatórias, que por sua vez aumentam a inflamação cerebral que causa a morte neuronal e acelera a perda de memória", disse a investigadora em comunicado, acrescentando que "a perda dos receptores sensoriais à volta dos dentes está relacionada com a morte de alguns dos neurónios."

 

Esta situação poderia levar a um círculo vicioso, disse a investigadora. A perda dessas ligações neuronais no cérebro pode causar perda de mais dentes, contribuindo para a deterioração cognitiva.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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