Perda de cabelo associada a oito genes

Estudo publicado na “Nature”

05 julho 2010
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Investigadores americanos identificam oito genes que estão associados ao desenvolvimento de alopecia areata, uma das causas mais comuns da perda de cabelo, sugere um estudo publicado na “Nature”.

 

A alopecia areata, também conhecida por “pelada”, é uma doença de pele auto-imune caracterizada por perda de pêlo ou cabelo no couro cabeludo e noutras áreas da pele. A progressão da doença é imprevisível: algumas pessoas podem perder apenas uma pequena área do cabelo, outras, porém, podem perder o cabelo na sua totalidade.

 

Neste estudo, os investigadores da Columbia University Medical Center, em Nova Iorque, contaram com a participação de mais de mil pessoas que sofriam de alopecia areata e cerca de três mil pessoas que não sofriam desta doença auto-imune, tendo conseguido identificar oito genes que estão associados à predisposição para esta doença.

 

Entre estes oito genes, encontra-se o ULBP3, que é responsável pelo desencadeamento da doença por atrair células citotóxicas que invadem e destroem rapidamente um órgão e que só se expressa nas células dos folículos pilosos que estão afectadas pela alopecia areata. Para além deste gene, outros dois genes são também expressos nestas células enquanto os outros cinco estão envolvidos na resposta imune.

 

Os autores do estudo, liderados por Angela Christiano, explicam que, durante muitos anos, se acreditava que a alopecia areata estivesse relacionada com a psoríase, pois são ambas doenças inflamatórias em que os linfócitos T “atacam” as células da pele. Por essa razão, os fármacos contra a psoríase foram testados para a alopecia areata, mas não tiveram sucesso no tratamento desta patologia. Contudo, este novo estudo indicou que os genes associados à alopecia areata estão também envolvidos noutras doenças auto-imunes, nomeadamente na artrite reumatóide e na diabetes tipo 1, para as quais foram desenvolvidos tratamentos que têm por alvo alguns destes genes. Assim, os autores do estudo acreditam que esta descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para este problema, que afecta milhões de pessoas em todo o mundo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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