Perda de audição associada à idade: gene foi descoberto

Estudo publicado na “Hearing Research”

02 novembro 2012
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Investigadores americanos identificaram um marcador genético para a perda de audição associada à idade também conhecida por presbiacusia, refere um estudo publicado na “Hearing Research”.
 

Este estudo, levado a cabo pelos investigadores da University of South Florida em colaboração com o House Ear Institute, nos EUA, teve como objetivo identificar a causa de um dos tipos de perda de audição permanente mais comuns. A presbiacusia tem sido definida como a perda progressiva da sensibilidade ao som, incapacidade para entender o discurso e diminuição na capacidade de filtrar ruído de fundo. Os investigadores sabem agora que a perda de audição associada à idade é uma combinação de múltiplos fatores ambientais e genéticos.
 

De forma a chegarem a esta conclusão, os autores do estudo contaram com a participação de 667 indivíduos que foram submetidos, durante três horas, a uma análise minuciosa das suas capacidades auditivas, incluindo análises genéticas e testes do processamento do discurso.
 

Os investigadores identificaram um gene que codifica uma proteína chave no ouvido interno denominada por GRM7. Esta proteína está envolvida na conversão do som num código percetível pelo sistema nervoso, na cóclea, para que este seja posteriormente enviado para as áreas do cérebro envolvidas na audição e processamento do discurso.
 

“Este é o primeiro marcador genético a ser descoberto para a perda de audição associada à idade, o que significa que se um indivíduo apresentar uma mutação neste gene sabe que tem uma probabilidade maior de perder a audição mais rapidamente”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Robert Frisina Jr.
 

Agora que o gene foi identificado, os autores do estudo revelaram que as pessoas podem ser rastreadas e tomar algumas precauções para proteger a audição, nomeadamente evitar a exposição a sons elevados, utilizar protetores para os ouvidos e evitar medicamentos que danifiquem a audição.
 

Curiosamente foi observado que a mutação neste gene afeta de modo diferente os homens e mulheres. Enquanto a mutação tem um impacto negativo na audição dos homens, nas mulheres tem um efeito oposto, apresentando estas uma melhor audição na idade avançada. Esta descoberta vem ao encontro de um estudo publicado em 2006, no qual foi constatado que a aldosterona desempenhava um papel nas capacidades auditivas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
 

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