Pequeno aumento de peso pode fazer subir pressão arterial

Estudo da Clínica Mayo

16 setembro 2014
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O aumento de apenas dois quilogramas no peso corporal pode aumentar a pressão arterial, dá conta um estudo apresentado na American Heart Association's High Blood Pressure Research Scientific Sessions 2014.
 
De um modo geral, as pessoas têm noção de que apenas o aumento de peso considerável tem efeitos nocivos na saúde. Agora, neste estudo realizado pela Clínica Mayo, nos EUA, os investigadores decidiram avaliar qual o impacto de um pequeno aumento de peso, entre dois a quatro quilogramas.
 
“Pela primeira vez demostrámos que o aumento da pressão arterial está especificamente associada à gordura visceral abdominal”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Naima Covassin. A investigadora acrescentou que os resultados deste estudo sugerem que os indivíduos saudáveis, que são mais propensos a ganhar peso no estômago, apresentam também um maior risco de terem a sua pressão arterial mais elevada.
 
Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 16 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e 48 anos, com um peso considerado normal, os quais foram acompanhados ao longo de oito semanas. A pressão arterial dos participantes foi monitorizada durante as primeiras 24horas. 
 
Os participantes foram alimentados diariamente com 400 a 1.220 calorias extra, tendo à sua escolha gelado, chocolate ou uma bebida energética, de forma a aumentar o seu peso corporal em cerca de 5%. A pressão arterial foi novamente avaliada ao longo de 24 horas. Estes resultados foram comparados com os apresentados por 10 indivíduos saudáveis que mantiveram o seu peso corporal ao longo das oito semanas do estudo. 
 
O estudo apurou que a pressão arterial sistólica dos indivíduos que ganharam peso aumentou de 114mmHg para 118mmHg. Aqueles que ganharam mais peso no abdómen apresentaram um maior aumento na pressão arterial. Verificou-se ainda que o aumento de dois a quatro quilogramas não alterou os níveis de colesterol, insulina ou níveis de glucose.
 
Segundo os autores do estudo, são necessários mais estudos para determinar se os resultados são os mesmos em faixas etárias diferentes, em quem possui um histórico familiar de hipertensão, assim como outros grupos.
 
“Está a aumentar o conhecimento público sobre os efeitos adversos da obesidade sobre a saúde; todavia parece que a maioria das pessoas não tem noção dos riscos do aumento de pouquíssimos quilos”, comenta Naima Covassin.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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