Pequenas mutações podem tornar mortal o vírus HIV

Estudo publicado na revista Cell

08 novembro 2006
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Um estudo recente publicado na revista Cell refere que o HIV em humanos parece ter perdido uma característica genética do seu percursor: o vírus da imunodeficiência símia, que tornava o SIV razoavelmente benigno para os sistemas imunitários dos gorilas e macacos.
 

 

Num trabalho conjunto realizado na Alemanha, Gabão e outros locais, Hahn e Frank Kirchhoff, da Universidade de Ulm, Alemanha, estudaram uma proteína e um gene denominado “nef” que é encontrado em todas as estirpes de SIV e HIV; No SIV, o “nef” ajuda a diminuir progressivamente a activação das células T; No HIV, as células T do sistema imunitário destroem-se a si próprias, num processo denominado morte celular programada ou apoptose. Mas o SIV parece silenciar a apoptose.
 

 

“A diferença observada no funcionamento do “nef” pode fornecer, pela primeira vez, um mecanismo explicativo da razão pela qual muitas espécies de macacos, naturalmente infectados com SIV, não desenvolvem a doença”, disse Kirchhoff.
 

 

“As descobertas sugerem que a função do gene foi perdida durante a evolução do vírus numa linhagem que deu origem ao HIV-1 e pode ter predisposto o percursor símio do HIV-1 a uma maior patogenicidade nos humanos”, escreveram os investigadores no estudo intitutlado “Nef-Mediated Suppression of T Cell Activation Was Lost in a Lentiviral Lineage that Gave Rise to HIV-1”.
 

 

A cientista Beatrice Hahn, da University of Alabama, EUA, já tinha demonstrado previamente que o HIV descendia do SIV. Muitas espécies de macacos e chimpanzés têm SIV, mas este raramente provoca doença.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

 

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