Peptídeo melhora tolerância à glicose e insulina e diminui peso

Estudo publicado na revista “Diabetes”

12 fevereiro 2018
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Uma equipa de investigadores descobriu que o tratamento de ratinhos obesos com catestatina, um peptídeo que ocorre naturalmente no organismo, produziu melhorias significativas na sensibilidade à glicose e insulina e ainda fez reduzir o peso dos roedores.
 
O achado que foi o resultado de um estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, permitiu identificar o papel desempenhado pela catestatina no recrutamento e função dos macrófagos no fígado, assim como na regulação da inflamação no fígado induzida pela obesidade e na resistência à insulina.
 
Os macrófagos são células imunitárias especializadas que promovem a inflamação nos tecidos através da segregação de moléculas inflamatórias, o que pode conduzir à resistência à insulina e a doenças metabólicas.
 
Sushil K. Mahata, investigador neste estudo explicou que “demonstrámos que um peptídeo endógeno, a catestatina, pode suprimir diretamente a produção da glicose dos hepatócitos e pode indiretamente suprimir a acumulação de lipídeos no fígado, assim como a inflamação mediada pelos macrófagos em ratinhos obesos”.
 
Ao tratarem ratinhos obesos com catestatina, os investigadores observaram que o peptídeo fez inibir o recrutamento de macrófagos derivados de monócitos para o fígado e diminuiu a inflamação. Isto sugere que a catestatina é um peptídeo anti-inflamatório.
 
O tratamento com a catestatina fez igualmente diminuir o açúcar no sangue e a tolerância à glicose para níveis normais e fez reduzir o fígado gordo. 
 
A catestatina não exerceu efeitos sobre a tolerância à insulina ou glicose em ratinhos magros de controlo, demonstrando assim que este peptídeo só atua em animais obesos. Esta diferença pode ser explicada pelos níveis reduzidos de catestatina nos ratinhos obesos, em relação aos ratinhos magros.
 
Para confirmar a importância da catestatina que ocorre naturalmente no organismo, a equipa analisou ratinhos com falta do peptídeo. Estes ratinhos comiam mais e eram mais pesados, mas emagreceram quando foram tratados com catestatina. A equipa admite que a catestatina que ocorre naturalmente poderá ajudar o organismo a manter o peso, suprimindo a fome e melhorando a tolerância à glicose.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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