Pepinos-do-mar podem ajudar na redução de doenças cardiovasculares

Estudo da Universidade do Algarve

18 setembro 2012
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O consumo de pepinos-do-mar, invertebrados da família das estrelas-do-mar, pode contribuir para a redução de doenças cardiovasculares, dá conta um estudo levado a cabo pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve.

 

A investigadora Luísa Custódio revelou à agência Lusa que as cinco espécies estudadas “contêm um baixo teor de gordura e um elevado teor proteico e a fração lipídica (gorduras) é essencialmente composta por ácidos gordos polinsaturados, os quais se encontram associados a numerosos benefícios em termos de saúde, como redução da incidência de doenças cardiovasculares”.
 

Uma destas espécies, a Holothuria arguinensis, presente na costa portuguesa entre Peniche e o Algarve, nos Açores e ainda no Mediterrâneo e na zona nordeste do Oceano Atlântico, apresenta ainda compostos com propriedades antioxidantes.
 

O estudo do CCMAR, que começou noinício do ano, teve como objetivo perceber se o consumo de determinadas espécies de pepinos-do-mar pode ser benéfico para a saúde humana e se aquelas espécies têm atividades biológicas relevantes.
 

A sua introdução na alimentação e tratamentos medicinais teve origem na Ásia, onde os pepinos-do-mar foram sobre explorados, estando a ser alvo de uma procura crescente na América, na Austrália e na Europa. São usualmente comercializados depois de secos com a designação de ‘Bêche-de-mer’.
 

Os pepinos-do-mar, cuja dimensão pode ir dos 26 aos 50 centímetros, podem ser encontrados em zonas de baixa densidade, sobre fundos rochosos ou arenosos, e a sua fácil captura durante a maré baixa preocupa os investigadores que receiam um aumento excessivo de captura.
 

Apesar de não serem uma iguaria presente nas cozinhas portuguesas, os pepinos-do-mar já começaram a ser capturados e comercializados para o exterior.
 

Além das conclusões, este estudo lançou novas dúvidas que Luísa Custódio admite poderem dar lugar a novas investigações.
 

“Por exemplo, o perfil nutricional de determinada espécie irá variar significativamente com o seu habitat e com o tipo de processamento, por exemplo, a secagem ou o congelamento? Estas espécies apresentam outras características que lhes confiram interesse como fonte de compostos nutracêuticos ou como alimentos funcionais?”, referiu, para exemplificar dúvidas que gostaria de esclarecer.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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