Penso inovador detecta presença de infecção numa ferida

Estudo do Fraunhofer Research Institution

22 novembro 2010
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Investigadores do Fraunhofer Research Institution for Modular Solid State Technologies EMFT, em Munique, Alemanha, desenvolveram um penso capaz de indicar a presença de infecção numa ferida.
 

Quando se sofre um pequeno corte, um ferimento grave causado por uma queda ou uma ferida cirúrgica, as defesas do organismo são activadas promovendo a cicatrização da ferida, o mais rapidamente possível. As pequenas lesões cicatrizam em poucos dias, mas as mais graves demoram mais tempo a cicatrizar, podendo ficar infectadas. Apesar de os pensos protegerem as feridas é necessário ir removendo-os para verificar o estado em que estas se encontram. Esta acção, para além de poder ser dolorosa para o paciente, pode também aumentar o risco de infecção.
 

Assim, Sabine Trupp e a restante equipa de investigadores desenvolveram um marcador que reage a diferentes valores de pH, o qual foi integrado num penso. A cientista explica que a pele saudável e as feridas cicatrizadas apresentam um pH menor que 5. Se este valor aumentar, significa que o pH está a passar de ácido para alcalino, sugerindo uma complicação no processo de cicatrização da ferida. Na maioria dos casos, se o pH se encontrar entre 6,5 e 8,5 é porque a ferida está infectada e, nestes casos, o marcador presente nos pensos irá mudar de amarelo para roxo. Desta forma, este inovador material vai permitir avaliar regularmente a ferida sem ser necessário interromper o seu processo de cicatrização.
 

Os investigadores já desenvolveram um protótipo deste tipo de pensos e os testes iniciais revelaram-se eficazes. Actualmente está a ser planeada a integração de um sensor óptico para medir o valor de pH e o resultado será visualizado numa unidade de leitura. Este método permitirá medir o valor com precisão, fornecendo assim informação sobre o processo de cicatrização da ferida.
 

O próximo passo será a utilização deste penso em ambiente hospitalar, na clínica de dermatologia da University of Regensburg's. Philipp Babilas, médico responsável pelo projecto, revelou em comunicado de imprensa, que os estudos demonstraram que “o pH, tanto das feridas agudas como crónicas, tem um papel importante no processo de cicatrização”.
 

Presentemente, a equipa de Sabine Truppest está à procura de um parceiro industrial para lançar este produto comercialmente.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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