Pele em risco

Exposição aos raios ultravioleta é mais perigosa do que imagina...

08 agosto 2004
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Andar ao ar livre é mais perigoso para a pele do que se pensava. Segundo um estudo recente, um simples passeio na rua pode expô-lo a níveis altos dos raios ultravioleta. O método de cálculo usado até agora pelos cientistas, o Índice Solar UV, foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para orientar as pessoas quanto aos riscos durante a exposição ao sol. O índice é baseado na quantidade de luz solar que incide sobre superfícies planas. Mas agora, cientistas alemães do centro de investigação Geo Risk Research, em Munique, descobriram que o índice usado subestima a quantidade de radiação que incide sobre as superfícies inclinadas ou em diferentes posições, como no caso do corpo humano, que é tridimensional. Durante três anos, a equipa liderada pelo professor Peter Hoeppe usou novos sistemas para medir os níveis de radiação incidindo sobre 27 superfícies inclinadas em ângulos diferentes e em três locais diferentes na Alemanha. Depois, usando imagens tridimensionais do corpo humano em várias posições, os cientistas aplicaram os dados recolhidos para calcular a incidência dos raios sobre as várias partes do corpo. «Em muitos casos, os dermatologistas estão a subestimar a quantidade de exposição», disse o professor Hoeppe. E explica: « o ser humano tem apenas algumas superfícies que são horizontais quando a pessoa está de pé: o topo da cabeça e os ombros, por exemplo.» «Se o sol está alto, as medidas horizontais podem estar correctas, mas, quando o sol está mais baixo no horizonte, as superfícies verticais recebem muito mais radiação», acrescentou. Para o cientista os esquiadores em particular podem estar a correr mais riscos porque as pistas cobertas de neve podem reflectir até 60 por cento dos raios ultravioleta, que são nocivos à pele. Hoeppe sugere para que os médicos usem imagens tridimensionais do corpo humano para aconselhar as pessoas sobre as áreas da pele que estão a correr mais risco em circunstâncias diferentes. Para tal, o cientista acha necessário que todos os aparelhos de medição horizontal de radiação ultravioleta usados no mundo sejam substituídos pelo novo sistema.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalista MNI-Médicos Na Internet

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