Peixe e soja combatem Alzheimer

Ácido gordo previne e reduz efeitos da doença

21 junho 2005
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Certos lipídios, como o ácido gordo docosahexanóico (DHA), presente em alimentos como a soja e o peixe, podem ajudar a prevenir e reduzir os efeitos da doença de Alzheimer.
 

 

Um estudo do Centro de Biologia Molecular da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, refere que uma dieta rica em DHA reduz o impacto do AB42 (toxina molecular responsável pela doença de Alzheimer).
 

 

O líder da investigação, Tobias Hartmann, que conta com a colaboração das universidades da Hungria, Suíça, República Checa, Holanda, Finlândia e Israel, identificou outros lipídios que combatem o desenvolvimento da doença de Alzheimer, mas não revelou os nomes por ainda estar em fase de testes. «E também descobrimos que muitos lipídios actuam em combinação», acrescentou Hartmann.
 

 

A dieta rica em gordura foi identificada como um factor de risco para a Alzheimer, mas os estudos mais recentes sobre a doença, comummente tratada com fármacos, mostraram a necessidade de ingerir certos lipídios (gorduras) para prevenir a doença.
 

 

A investigação, que em breve entrará na fase de testes em pessoas e que conta com 2,2 milhões de euros de financiamento da União Europeia, tem como objectivo definir uma dieta que reduza os efeitos da doença de Alzheimer.
 

 

Pouca vitamina D
 

 

Um outro estudo do departamento de Nutrição do Instituto Dinamarquês de Investigação Veterinária e Alimentícia, menciona que a população europeia tem deficiência de vitamina D. O estudo, apresentado na Comissão Europeia (CE), pretende analisar o nível apropriado para enriquecer alimentos como o pão com vitamina D, mediante comparações entre pessoas com mais risco (mulheres, crianças, idosos e imigrantes).
 

 

Os cientistas do projecto, que conta com um financiamento da UE de 1,75 milhão de euros, apontaram que a cada 30 segundos, algum cidadão da UE sofre uma fractura relacionada à osteoporose e estimam que o número de fracturas de quadril aumentará 135% (de 414 mil para 972 mil) em 2050.
 

 

Um outro estudo, que também financiado pela CE, é o do médico Joel Doré, da Unidade de Ecologia e Fisiologia do Sistema Digestivo do Instituto Nacional de Investigação Agronómica de Jouy-en-Josas, em França, e pretende criar alimentos que melhorem a saúde e reduzam o risco de doença nas pessoas com mais idade.
 

 

Segundo o cientista, para resolver certos problemas de saúde na população idosa, é mais fácil tratar a sua flora intestinal, colonizada por agentes patogénicos. Entre esses produtos estão os prebióticos (que não são digeridos na parte alta do estômago) e os probióticos (feitos de microrganismos, como os lactobacilos), comuns no mercado europeu.
 

A CE apoia e financia cerca de dez projectos sobre nutrição.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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