Peixe de viveiros não é controlado

Ordem dos Veterinários e Deco lançam alerta

09 dezembro 2002
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O peixe comercializado no nosso país e que provém das explorações de aquicultura não tem qualquer controlo sanitário e escapa à malha da fiscalização. O alerta foi dado pela Ordem dos Veterinários. Segundo referiu ao JN José Cardoso Resende, "aceitamos de boa fé o profissionalismo dos aquicultores na utilização de produtos com um grau de toxicidade e a saída dos peixes das aquiculturas sem inspecção sanitária, mas sem esse controlo pode ser lançado no mercado um produto que não seja seguro para o consumidor".
 

 

Nesse sentido, a OV sugere ao Governo como medida imediata a verificação do controlo da alimentação que é dado aos peixes e da administração de medicamentos, através da realização de registos obrigatórios nas explorações.
 

 

Uma segunda medida passa pela inspecção do pescado que, antes de sair das explorações para entrar no circuito comercial, deverá ser verificado, assim como verificação das condições da sua criação. "Com isto emitíamos uma certa tranquilidade a quem consome este peixe, dado que são duas medidas muito simples, porque não podemos colocar as falhas do funcionamento do sistema à consciência das pessoas", afirmou.
 

 

Contudo, as pressões económicas e os factores de produção têm atrasado a entrada em vigor de regras mais apertadas, como a que existe ao nível do pescado selvagem. Apesar da produção anual oscilar entre as 15 e as 20 mil toneladas de peixe produzido em cativeiro, número ainda reduzido quando se compara com o pescado tradicional, assiste-se a um salto enorme na última década, pelo que as expectativas apontam uma duplicação da produção nos próximos anos.
 

 

“É cada vez mais frequente ver peixe de aquacultura à venda num supermercado, sendo, todavia, uma alternativa agradável para o consumidor face à escassez" da pesca", sublinhou o responsável da OV.
 

 

Neste momento, as explorações de aquicultura que se encontram a funcionar legalmente em Portugal dependem de um licenciamento, emitido pela Direcção-Geral das Pescas e, grosso modo, existe uma consciência dos profissionais que trabalham no ramo.
 

 

As preocupações são partilhadas, igualmente, pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores –, que, em colaboração com o Parlamento Europeu, tem vido a organizar um ciclo de encontros sobre segurança alimentar.
 

As acções têm tido como objectivo prestar mais informação aos profissionais da Comunicação Social e, ainda, alertar para os problemas nas diferentes áreas.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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