Peixe cru é perigoso

Cientistas alertam para riscos do cancro no fígado causado por vermes

18 maio 2003
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O número de casos de cancro do fígado e outras doenças podem aumentar na Ásia. O alerta chegou da ONU (Organização das Nações Unidas) que aconselha os governantes dos países asiáticos a tomarem medidas para evitar que as pessoas sejam contaminadas por vermes ao comer peixe cru.
 

 

Essa é a opinião de cientistas de vários países que estiveram reunidos recentemente na capital do Vietname, Hanói, durante um encontro promovido pela ONU sobre um tipo de verme denominado trematode.
 

 

Segundo os especialistas, estes vermes poderão ameaçar os programas de redução de pobreza e de desenvolvimento caso os Governos não derem mais prioridade à prevenção das doenças que eles causam.
 

 

O peixe cru é tradicionalmente comido em vários países asiáticos. E a produção de peixe tem sido incentivada como uma estratégia de desenvolvimento, dado ser um produto barato, abundante na região e uma boa fonte de proteína. O peixe cru também é moda em grandes centros urbanos bem distantes dos bares japoneses de sushi, mas os riscos para a saúde são consideráveis.
 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40 milhões de pessoas são afectadas pelos vermes encontrados no peixe cru. Tudo porque, estes vermes passam das lesmas para os peixes que chegam à mesa dos asiáticos. E regressam novamente à cadeia alimentar quando as fezes humanas são lançadas em tanques de peixes. As contaminações frequentes podem levar a cancro no fígado e a doenças no pulmão.
 

 

No entanto, apontam os cientistas, o tratamento para o problema é simples. Um comprimido custa menos 20 cêntimos e deve ser tomado uma única vez por ano.
 

 

Os cientistas que participam da conferência em Hanói dizem que o problema é o resultado de uma combinação entre ignorância, falta de acesso a um atendimento de saúde básico e o custo dos fármacos nos países mais pobres. Estes vermes também ameaçam a exportação de frutos do mar provenientes da Ásia.
 

 

No final da conferência em Hanói, os cientistas defenderam a realização de mais estudos para que o ciclo de vida e o impacto do parasita sejam melhor entendidos. Um ponto reforçado é o da cooperação entre governos e indústria para poder acabar com o que eles chamam de anos de negligência.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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