Pediatras do Estefânia vão usar batas coloridas

Profissionais de saúde querem diminuir “síndroma da bata branca”

13 dezembro 2001
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Primeiro é o medo, o pavor, depois quando o médico chega ao consultório dispara o coração. Quando isso acontece estamos perante o que em gíria médica se denomina “síndroma da bata branca” que afecta, na sua maioria, crianças, mas também alguns adultos.
 

 

Choro compulsivo e muita gritaria são as reacções “normais” dos mais pequenos quando dão de caras com um médico ou enfermeiro vestido de branco. A situação tende a piorar quanto mais se acumulam as experiências vividas em hospitais.
 

 

O associar da bata branca a situações pouco positivas, tais como a toma de injecções ou, em certos casos, o internamento hospitalar faz desencadear, em casos semelhantes, autênticas manifestações fóbicas.
 

 

Para afastar esse "medo da bata branca", o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, decidiu fazer uma inovação. Já no ano que vem, este hospital pediátrico vai efectuar uma autêntica renovação do guarda-roupa dos médicos e enfermeiros.
 

 

No momento, ainda não se sabe quais vão ser os tecidos usados nas novas batas, nem as suas tonalidades, mas vão ser muito coloridos e com motivos animados, tais como as actuais fardas que vestem s educadoras de infância ou pessoal auxiliar do hospital, explicou ao JN Adelina Lopes, do conselho de administração do hospital. Por enquanto, ainda não se sabe se esta ideia será aproveitada por outros hospitais pediátricos do pais ou pelos serviços de especialidade dos hospitais públicos.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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