Pausas entre períodos sedentários são benéficas

Estudo publicado no “European Heart Journal”

17 janeiro 2011
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Um novo estudo publicado no “European Heart Journal” dá conta que se, por um lado, o tempo que as pessoas permanecem sentadas condiciona a sua saúde, o número de pausas que são feitas faz toda a diferença. Fazer muitas pausas, mesmo que tenham apenas a duração de um minuto, parece ser bom para a saúde do coração e para o perímetro abdominal.

 

Para estudar a relação entre o tempo total dispendido sentado, as pausas feitas neste período de tempo e vários indicadores de risco de doença cardiovascular, doenças metabólicas, como a diabetes, e processos inflamatórios, os investigadores da University of Queensland, na Austrália, contaram com a participação de 4.757 indivíduos com mais de 20 anos.

 

Foi fornecido aos participantes um dispositivo, conhecido por acelerómetro, que não só monitorizou a quantidade e a intensidade de exercício físico realizado como também forneceu informações sobre o tempo que estes permaneceram inactivos e as pausas que realizaram durante esse período.

 

Os investigadores também mediram o perímetro abdominal dos participantes, a pressão arterial, o nível de colesterol e a concentração da proteína C-reactiva, bem como os níveis de triglicerídeos e glucose no sangue.

 

O estudo revelou que os períodos de sedentarismo, mesmo nos indivíduos que praticam exercício físico moderado a vigoroso, estavam associados a piores indicadores da função cardio-metabólica e inflamação, nomeadamente perímetro abdominal maior, menores níveis de HDL (“bom” colesterol), níveis mais elevados de proteína C-reactiva (um importante marcador de inflamação) e triglicerídeos.

 

Foi também constatado que a frequência das pausas realizadas, mesmo no caso de pessoas que passavam um longo período de tempo sentadas, contribuía também para um menor perímetro abdominal e níveis mais níveis baixos de proteína C-reactiva. Os investigadores constataram que a percentagem de pessoas que faziam mais pausas (25%) tinham, em média, um perímetro abdominal 4,1 cm mais pequeno em comparação com as que faziam menos pausas (25%).

 

A líder do estudo, Genevieve Healy, revelou em comunicado enviado à imprensa que o estudo demonstrou que “até pequenas mudanças, como ficar de pé durante um minuto, poderão ajudar a diminuir este risco para a saúde. Intervalos regulares no tempo que as pessoas permanecem sentadas são hábitos que poderão ser facilmente incorporados no ambiente de trabalho, sem qualquer impacto negativo sobre a produtividade, embora isso ainda precise ser determinado por pesquisas futuras”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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